Presidente estadual do Republicanos afirma que diretório pernambucano manterá apoio a Lula e João Campos, independentemente das negociações
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 09/07/2026, às 15h56
Republicanos e PL avançam nas negociações para uma possível aliança nacional.
Silvio Costa Filho afirmou que o Republicanos de Pernambuco seguirá com Lula e João Campos.
Impasses sobre palanques estaduais ainda impedem um acordo nacional entre os partidos.
Lideranças do PL e do Republicanos informaram que as negociações continuarão até as convenções partidárias.
As negociações entre o PL e o Republicanos para uma possível aliança nacional em torno da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República seguem em andamento, mas ainda dependem da superação de impasses nos estados.
Em Pernambuco, entretanto, o presidente estadual do Republicanos, o ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o partido manterá o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), independentemente da decisão que venha a ser tomada pela Executiva Nacional da legenda.
A declaração foi feita após uma reunião realizada na quarta-feira (8), em Brasília, entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, além de lideranças de estados considerados estratégicos para a formação dos palanques estaduais.
Segundo Silvio Costa Filho, há diferentes posições dentro do Republicanos sobre a disputa presidencial, mas a orientação do diretório pernambucano está definida.
"Neste momento, existe um debate na Executiva Nacional sobre os rumos que o partido vai tomar no processo eleitoral deste ano. Existem estados que defendem coligação formal com o presidente Lula — como é o caso de Pernambuco —, outros defendem a independência e outros uma coligação com o candidato do PL. Independente da posição que a Executiva Nacional venha tomar, em Pernambuco, como sempre fizemos, estaremos votando no presidente Lula e no pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos", afirmou.
Apesar do avanço das conversas entre PL e Republicanos, dirigentes das duas legendas afirmam que ainda não há um acordo nacional fechado. A principal dificuldade está na definição dos palanques estaduais, tema que deverá continuar sendo negociado até o período das convenções partidárias.
Após a reunião, Rogério Marinho afirmou que o momento é de ampliar o arco de alianças e construir entendimentos regionais. "Estamos conversando com os estados e com os partidos, fazendo um trabalho que antecede a convenção do dia 25 de julho. Buscamos ampliar o leque de apoio e resolver os palanques regionais que ainda remanescem. A legislação permite que, mesmo que as coligações nacionais sejam diferentes, os partidos façam composições distintas nos estados", disse.
Participaram do encontro representantes de estados como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Roraima, considerados prioritários nas negociações.
Nos bastidores, integrantes do Republicanos afirmam que a discussão sobre uma eventual indicação do partido para a vaga de vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro ficará para um segundo momento. Antes disso, a prioridade é consolidar acordos eleitorais nos estados, especialmente onde o Republicanos possui pré-candidaturas aos governos estaduais.
Marinho informou ainda que as negociações avançaram em estados como Acre, Espírito Santo e Minas Gerais, embora o cenário mineiro permaneça indefinido. Além do Republicanos, o PL mantém tratativas com outras legendas de centro e direita, incluindo a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que também ainda não definiu qual posição adotará nacionalmente.