Raquel Lyra quer comandar articulação em novo líder da Alepe, mas cita consenso

Atual presidente da Alepe, Álvaro Porto, fez campanha contra Raquel Lyra na eleição de 2026. Gestora cita que unirá bases sobre comando da Assembleia

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 13/10/2026, às 12h56 - Atualizado às 13h43

Raquel Lyra conversa com Álvaro Porto na Alepe, ambos estão em pé
Yacy Ribeiro/Secom

Raquel Lyra afirmou em entrevista à Rádio CBN que vai articular um nome de consenso na base aliada para a presidência da Alepe.

O Palácio busca unificar governistas para contrapor o grupo do atual presidente da Casa, Álvaro Porto, que fez oposição à gestora em 2026.

Questionada sobre o nome da deputada Débora Almeida para a disputa da Mesa Diretora, a governadora declarou que a parlamentar tem condições, mas evitou antecipar candidaturas.

A governadora anunciou editais com 700 vagas para policiais penais e 1.200 vagas para a rede estadual de saúde.

O estado confirmou entrega da primeira etapa da Adutora do Agreste para julho e investimentos de R$ 70 milhões na Arena de Pernambuco.

A governadora Raquel Lyra (PSD) citou seus planos para eleição da Mesa Diretora na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) durante entrevista para Rádio CBN na manhã desta terça-feira (13).

Ao falar sobre a sucessão do comando da Casa de Joaquim Nabuco, a gestora estadual afirmou que o Palácio do Campo das Princesas pretende unificar a bancada governista para definir o nome que disputará a presidência do Legislativo.

"Nós vamos construir consenso. A gente já teve reuniões sobre esse tema, vamos continuar tratando para construir consenso na Assembleia, para que a gente tenha uma Assembleia que na sua maioria foi parceira durante esse governo", afirmou Raquel Lyra.

Durante a conversa, sugeriu-se a indicação da deputada estadual Débora Almeida (PSD) para concorrer ao posto, apontando a possibilidade de uma mulher assumir o comando da Casa. A governadora desconversou sobre nomes individuais, mas elogiou a aliada.

"Débora tem plena condição de tudo, mas eu quero te dizer que a gente vai construir consenso com a nossa base", respondeu.

A movimentação de Raquel ocorre em meio ao distanciamento político com o atual presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB). Durante a campanha eleitoral de 2026, o parlamentar atuou na oposição à reeleição da governadora e apoiou a candidatura adversária do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

Desde 2024, Porto e Raquel tiveram embates que paralisaram as atividades da Casa Legislativa. 

A intenção do governo seria evitar divisões internas na base aliada para garantir votos suficientes em plenário contra a influência do grupo ligado a Porto na disputa da Mesa Diretora para o próximo biênio.

Além das articulações na Alepe, Raquel fez um balanço dos primeiros dias após a vitória nas urnas e anunciou novos editais de concursos públicos para o estado. Segundo a governadora, a administração estadual publicará seleções com 700 vagas para policiais penais e 1.200 vagas para profissionais da área de saúde pública, somando-se aos certames  para as polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros.

No setor hídrico, a gestora confirmou que a primeira etapa da Adutora do Agreste será concluída até julho do próximo ano, além de declarar que Pernambuco passará a arcar com os custos de operação do canal da Transposição do São Francisco após negociação do Consórcio Nordeste com o Governo Federal, condicionando a assinatura do acordo à garantia de verbas do PAC para a segunda etapa da adutora.

Sobre a Arena de Pernambuco, a governadora disse que quitou débitos com o Banco do Nordeste por um valor renegociado. Em relação ao Metrô do Recife, Raquel reiterou que aceita assumir a administração estadual da rede sob a condição de que a União transfira cerca de R$ 4 bilhões para aportes e subsídio da tarifa em uma futura concessão privada.