Raquel Lyra pede R$ 6,3 bilhões ao Governo Lula para medidas emergenciais em Pernambuco após a chuva

As equipes da Defesa Civil Nacional também foram em cidades em emergência, como Paulista, avaliar a situação. Raquel vai para Brasília nesta terça

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 05/05/2026, às 07h08 - Atualizado às 09h18

Waldez Góes fala, Raquel Lyra, Priscila Krause, Túlio Gadelha e Fabrício Marques olham para Waldez. Todos estão sentados em mesa de reunião no Palácio do Campo das Princesas
Waldez Góes veio a Pernambuco na segunda (04) para acompanhar situação das chuvas - Janaína Pepeu/Secom

A governadora Raquel Lyra (PSD) solicitou R$ 6,3 bilhões ao Governo Federal para obras de reconstrução e prevenção em Pernambuco.

O plano estadual prioriza a inclusão de quatro barragens no Novo PAC, com custo estimado de R$ 750 milhões para beneficiar 1,3 milhão de pessoas.

Raquel Lyra cumpre agenda em Brasília nesta terça-feira (05) para detalhar projetos de habitação e dragagem de rios com a Casa Civil e Ministérios.

O ex-prefeito João Campos (PSB) e o prefeito Victor Marques (PCdoB) anteciparam a ida à capital federal para articular recursos para o Recife e áreas aliadas.

O Estado contabiliza seis mortes e mais de 9,5 mil desabrigados ou desalojados; 27 municípios estão sob decreto de situação de emergência.

Em encontro com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a governadora Raquel Lyra (PSD) solicitou R$ 6,3 bilhões ao Governo Federal para a execução de obras estruturais e ações de reconstrução em Pernambuco após as fortes chuvas no estado.

O pedido ocorreu durante reunião na segunda-feira (04), no Palácio do Campo das Princesas. A gestora viaja para Brasília nesta terça-feira (05) para detalhar as demandas em ministérios e na Casa Civil.

Antes da reunião com secretários estaduais e representantes da Defesa Civil Nacional, Raquel e Waldez sobrevoaram áreas atingidas.

Segundo a governadora, a prioridade da gestão estadual mudou do socorro imediato para a recuperação física das cidades. "Agora, é o momento de reconstruir e refazer estruturas que eventualmente tenham sido perdidas", afirmou Raquel Lyra. A gestora pontuou que o Estado avançou na parceria com a União para garantir que as cidades tenham mais capacidade de resiliência.

O ministro Waldez Góes informou em coletiva de imprensa que o governo do presidente Lula (PT) daria apoio integral às ações coordenadas pelo Estado. "Estamos aqui para reafirmar a presença do governo federal a pedido do presidente Lula e reconhecer todo o esforço e coordenação da governadora Raquel Lyra e sua equipe", declarou o ministro. A comitiva federal incluiu o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

A gestão estadual apresentou ao ministério um plano que  prevê a inclusão de quatro barragens no Novo PAC com obras em Engenho Maranhão, São Bento do Una, Engenho Pereira e Barra de Guabiraba. Essas ações custariam R$ 750 milhões.

A administração estadual calcula que essas estruturas beneficiariam 1,3 milhão de pessoas com a contenção de cheias e o reforço no abastecimento de água. O levantamento estadual também aponta a necessidade de investimentos em dragagem de rios na Região Metropolitana e na Mata Sul, além de moradias populares para famílias em áreas de risco.

Apesar da ida de Raquel para Brasília, a equipe da Defesa Civil Nacional permanecerá no Recife para auxiliar as prefeituras no inventário de danos após o Governo Federal reconhecer a situação de emergência, dos 27 municípios pernambucanos declarados por Raquel ainda no sábado passado (02). 

Uma das cidades afetadas,  Paulista recebeu na segunda técnicos para vistoriar pontes e áreas com deslizamentos para agilizar a liberação de recursos para reconstrução.

Pernambuco registrou seis mortes desde o início das chuvas na semana passada. O balanço da Defesa Civil estadual aponta que 1.632 pessoas estão desabrigadas e outras 7.908 permanecem desalojadas. O Corpo de Bombeiros resgatou 814 pessoas em áreas de risco durante o período crítico das precipitações.

Apesar das autoridades políticas evitarem falar de eleição neste momento, o tom político continua.  O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e o prefeito Victor Marques (PCdoB) chegaram em Brasília na segunda, antes da comitiva estadual.

João Campos se reuniu com a ministra Miriam Belchior para tratar de uma Medida Provisória que libera R$ 305 milhões para a Defesa Civil Nacional. O prefeito Victor Marques se encontrou com o ministro das Cidades, Vladimir Lima, para solicitar R$ 475 milhões para contenção de encostas na capital pernambucana.

A estratégia de João Campos seria atuar em ajuda para todo estado, paralelo às ações da adversária Raquel Lyra, para estabelecer uma imagem administrativa de que estaria pronto para atuar como governador, caso eleito em 2026.