Pesquisa da Quaest mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. No primeiro turno, a vantagem do petista é de 6 pontos
por Cynara Maíra
Publicado em 02/09/2026, às 11h48 - Atualizado às 12h20
A pesquisa do instituto Quaest nesta quarta-feira (02) indica um empate técnico e quase numérico em um eventual segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No cenário de disputa direta, Lula soma 42% das intenções de voto; Flávio 41%, uma diferença de um ponto dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na comparação com a rodada de 14 de agosto, o petista oscilou um ponto percentual, saindo de 43% para 42%. O parlamentar do PL flutuou de 40% para 41%.
Votos brancos, nulos ou eleitores que afirmam que não pretendem votar somam 13%; 4% continuam indecisos.
Nas outras quatro simulações de segundo turno testadas pela Quaest, Lula aparece numericamente à frente dos adversários. O estudo incluiu pela primeira vez o escritor Augusto Cury (Avante):
Lula x Ronaldo Caiado (PSD): Lula tem 42% contra 37% do governador de Goiás. Brancos e nulos somam 17% e indecisos são 4%.
Lula x Augusto Cury (Avante): O petista registra 40% e o escritor pontua 34%. Brancos e nulos chegam a 21% e indecisos a 5%.
Lula x Renan Santos (Missão): O presidente atinge 43% contra 36% do líder do Missão. Brancos e nulos somam 17% e indecisos são 4%.
Lula x Romeu Zema (Novo): Lula soma 44% e o governador de Minas Gerais tem 33%. Brancos e nulos registram 19% e indecisos são 4%.
No cenário estimulado de primeiro turno sem a presença de Pablo Marçal, Lula lidera a disputa com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. O escritor Augusto Cury alcançou a terceira posição isolada ao registrar 10% da preferência do eleitorado.
Renan Santos aparece em quarto lugar com 3%; Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram 1% cada, mesmo índice de Samara Martins (UP). Os demais candidatos não pontuaram. Votos brancos, nulos ou abstenções somam 7%, com 11% de eleitores indecisos.
Em um cenário com a inclusão de Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura no limite do prazo e tem situação pendente no TSE, Lula repete os 37% e Flávio oscila para 30%. Cury mantém os 10% e Marçal pontua 1%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não aparecem para o entrevistado, Lula registra 28% e Flávio marca 20%. Cury pontua com 4%, outros candidatos somam 4%, enquanto 42% continuam indecisos e 2% declaram voto em branco ou nulo.
O levantamento também mediu o grau de definição da escolha do eleitor. Do conjunto dos entrevistados, 71% declaram que o voto já é definitivo; 29% admitem que ainda podem mudar de candidato até o dia 4 de outubro.
Os eleitores de Lula (80%) e de Flávio (75%) apresentam a maior convicção; 48% dos apoiadores de Cury e a maioria dos eleitores de Renan Santos (57%) e de Caiado (58%) admitem trocar de opção.
No índice de rejeição, Flávio Bolsonaro e Lula concentram as maiores recusas do eleitorado. O senador do PL tem 55% de citações de eleitores que afirmam que não votariam nele em nenhuma hipótese, seguido pelo presidente da República, com 53%. Pablo Marçal acumula 44% de rejeição, Ronaldo Caiado tem 40% e Romeu Zema soma 38%.