Levantamento realizado em junho mostra avaliação estável do governo Lula, aumento da percepção regular e maior otimismo com a economia.
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 22/06/2026, às 17h20
Governo Lula tem 38% de avaliação ruim ou péssima e 32% de ótima ou boa.
Aprovação da gestão é de 44%, enquanto desaprovação chega a 50%.
Confiança no presidente permanece estável, em 41%.
Expectativa positiva para a economia supera percepção pessimista para os próximos seis meses.
A mais recente pesquisa Ipsos-Ipec, realizada entre os dias 13 e 17 de junho e divulgada nesta segunda-feira (22), aponta estabilidade nos índices de avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 38% dos brasileiros classificam a gestão federal como ruim ou péssima, enquanto 32% a consideram ótima ou boa. Outros 28% avaliam o governo como regular.
Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em março, a avaliação negativa oscilou de 40% para 38%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Já a avaliação positiva passou de 33% para 32%. O percentual dos que consideram a gestão regular subiu de 24% para 28%.
De acordo com a diretora da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, os números indicam um cenário de estabilidade. “Apesar da pequena melhora na avaliação regular, o saldo do governo ainda é negativo”, afirmou, acrescentando que o quadro continua marcado por opiniões consolidadas e polarizadas.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os dados mostram diferenças significativas entre segmentos da população. A avaliação positiva do governo é mais expressiva entre eleitores que declararam voto em Lula em 2022 (62%), moradores do Nordeste (47%), pessoas com ensino fundamental (47%), entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo (41%) e católicos (38%).
Por outro lado, a avaliação negativa é mais elevada entre eleitores que votaram em Jair Bolsonaro na última eleição presidencial (74%), pessoas com renda superior a cinco salários mínimos (54%), evangélicos (49%), entrevistados com ensino superior (46%) e moradores da região Sudeste (44%).
A pesquisa também mediu a aprovação da forma como Lula administra o país. Nesse quesito, 44% afirmam aprovar o governo, enquanto 50% desaprovam. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder. Em março, os índices eram de 43% de aprovação e 51% de desapvação.
Entre os entrevistados que classificam o governo como regular, 47% aprovam a maneira como o presidente conduz a administração federal, enquanto 41% desaprovam.
Outro indicador analisado foi o nível de confiança no presidente. Segundo a pesquisa, 41% dos brasileiros afirmam confiar em Lula, ante 56% que dizem não confiar. Os números permanecem praticamente estáveis em relação ao levantamento anterior, quando os índices eram de 40% e 56%, respectivamente.
Quando questionados sobre o desempenho do governo em relação às expectativas criadas no início do mandato, 42% afirmaram que a gestão está pior do que esperavam. Outros 32% disseram que o governo corresponde ao que imaginavam, enquanto 23% consideram que o desempenho está melhor do que o esperado.
A percepção sobre a economia brasileira nos últimos seis meses também segue dividida. Para 41% dos entrevistados, a situação econômica piorou; 30% avaliam que permaneceu igual; e 25% entendem que houve melhora.
Já em relação aos próximos seis meses, o levantamento identificou um aumento do otimismo. Hoje, 36% acreditam que a economia brasileira estará melhor no futuro próximo, enquanto 32% avaliam que a situação vai piorar. Outros 25% esperam estabilidade. Em março, os pessimistas eram maioria, com 36%, contra 33% dos que previam melhora.
A pesquisa sugere que, embora a avaliação geral do governo permaneça mais negativa do que positiva, houve uma leve melhora na percepção de estabilidade e nas expectativas em relação ao desempenho da economia nos próximos meses.