“O jogo não acabou”, avisa Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

Na noite desta sexta-feira, senador fez uma live pela primeira vez nos Estados Unidos e disse que está disposto a disputar a Presidência novamente

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 31/10/2026, às 12h00 - Atualizado às 13h55

foto do senador Flávio Bolsonaro, de cabeça baixa, segurando livro
Flávio também convocou deputados e senadores aliados a intensificarem a atuação no Congresso Nacional - Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “o jogo não acabou” e sinalizou disputar novamente a Presidência antes de 2030. A declaração foi feita em live após viajar para os Estados Unidos com a família.

O parlamentar convocou aliados a intensificarem a oposição no Congresso e defendeu Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

Flávio também afirmou que pretende continuar liderando o grupo bolsonarista mesmo fora do Brasil. Sobre a viagem, alegou que decidiu sair do país por temer perseguição e para preservar sua liberdade de manifestação política.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “o jogo não acabou” e sinalizou que poderá disputar novamente a Presidência da República, se for preciso. A declaração foi feita durante uma live nas redes sociais, na noite desta sexta-feira (30), após deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos, onde está acompanhado da esposa e das duas filhas.

“Esses quase 60 milhões de votos que vocês me deram, para mim significa demais, é uma honra que poucos no Brasil podem carregar. Isso me dá muita força, isso me dá muita consciência e ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República, eu não estou falando de 2030 não, eu estou falando de antes disso”, declarou Flávio.

Quando deixou o Brasil e divulgou uma carta, Flávio chegou a dizer que a chapa Lula-Alckmin deveria ser alvo de cassação. 

Na transmissão, Flávio também convocou deputados e senadores aliados a intensificarem a atuação no Congresso Nacional. Segundo ele, o Legislativo, especialmente o Senado Federal, será a principal frente de resistência política ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu quero pedir para vocês que fiquem firmes. A nossa trincheira neste momento será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal”, afirmou. Na ocasião, o senador declarou apoio ao nome de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa e pediu que os apoiadores cobrem dos senadores eleitos o voto no aliado.

Flávio afirmou que pretende continuar exercendo a liderança política do grupo bolsonarista mesmo fora do país. Ele também pediu que deputados e senadores não tenham medo de se posicionar e façam oposição ao governo federal.

Ao comentar a saída do Brasil, Flávio afirmou que poderia ser alvo de perseguição e decidiu, junto com a esposa, viajar para o exterior. Ele disse que a decisão foi tomada em conjunto com a família e sem que outras pessoas soubessem previamente.

“Não foi fácil sair do seu país para continuar pelo menos tendo uma voz ativa”, afirmou. O senador justificou a mudança para os Estados Unidos como uma forma de continuar se manifestando politicamente, alegando que, no Brasil, estaria sujeito a restrições.