"O homem nordestino está humilhado", diz Renan Santos ao criticar modelo de dependência do PT

Pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos afirma que a esquerda prejudicou o homem nordestino e revela estratégia contra polarização

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 17/01/2026, às 08h23 - Atualizado às 08h38

Jamildo e Renan Santos sentados frente a frente. Em uma mesa dois microfones e duas xícaras com a logo do PodJá, uma televisão está com a logo do PodJá no fundo
Renan Santos é o convidado do PodJá desta semana - Equipe Renan Santos

Diagnóstico Social: Renan Santos afirma que o homem nordestino teve a dignidade "arrancada" pelo modelo assistencialista atual, que foca na figura feminina e exclui o jovem masculino do mercado.

Dependência Econômica: O pré-candidato criticou a manutenção de municípios dependentes de verbas federais e disse que políticos tratam o nordestino "como criança".

Segurança Radical: O líder do Missão defendeu o "Direito Penal do Inimigo", propondo prisão perpétua ou "eliminação física" para membros de facções criminosas.

Críticas à Direita: Renan chamou Pablo Marçal de "vendedor de susto" e criticou a subserviência de governadores de direita a Jair Bolsonaro.

Armas Nucleares: Na geopolítica, ele defendeu que o Brasil desenvolva bombas atômicas para garantir soberania contra potências como EUA e China

O pré-candidato à Presidência da República e fundador do partido Missão, Renan Santos, afirmou que o atual modelo de assistência social no Brasil retirou a dignidade e o propósito do jovem do Nordeste.

Em entrevista exclusiva ao PodJá neste sábado (17), o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) criticou a gestão do PT e apresentou uma tese sobre o impacto dos programas de transferência de renda na dinâmica familiar da região.

Segundo Renan, as políticas públicas focadas na figura materna deixaram o homem jovem sem papel econômico, sem emprego e vulnerável ao crime organizado.

Renan Santos esteve em agenda por Pernambuco até o dia 15, visitando Caruaru e Garanhuns para estruturar o partido Missão.

O episódio completo com Renan Santos estará disponível neste sábado (17), às 14h, no canal do Jamildo.com no YouTube.

A "humilhação" do homem nordestino

Renan Santos argumentou que o projeto político do PT não inclui o homem jovem, que muitas vezes não consegue se inserir no mercado de trabalho ou construir família. Para o pré-candidato, essa exclusão gera um sentimento de humilhação que ele pretende captar eleitoralmente.

"O homem nordestino está humilhado. Ele não arruma emprego, não consegue empreender, não consegue montar família. Foi arrancada a dignidade do homem nordestino. Eu sou o único que estou falando com esse cara", disparou Renan.

Ele ainda associou esse cenário à violência, afirmando que esse jovem humilhado muitas vezes acaba subjugado por facções criminosas como o Comando Vermelho, que avança na região.

Crítica à "indústria da dependência"

O fundador do MBL também atacou a estrutura econômica de municípios nordestinos que dependem quase exclusivamente de repasses federais e empregos em prefeituras. Para ele, políticos locais e nacionais tratam o eleitor nordestino "como uma criança" para manter o ciclo de dependência.

"Eu não vou tratar as pessoas assim. As pessoas são adultas. O eleitor nordestino é tratado por todo mundo, da elite nordestina ao candidato do Sudeste, como uma criança que só tem direitos e que só tem que pedir", afirmou.

Renan defendeu a emancipação econômica da região através da agricultura organizada e da industrialização, citando o sucesso do oeste baiano e do sul do Maranhão como modelos a serem seguidos, em oposição à manutenção de "municípios fantasmas" sustentados por verbas públicas.

"Eliminação física" de facções

Na segurança pública, Renan propôs o endurecimento radical das leis penais. Ele defendeu a aplicação do "Direito Penal do Inimigo" para integrantes de facções, o que, na prática, retiraria garantias constitucionais de defesa para esses grupos.

"O faccionado é um inimigo, é um invasor. É cana agora e cala a boca, senão morre. É a eliminação física das facções, ou prisão perpétua ou morte em troca de tiro", declarou.

Ataques a Marçal e Bolsonaristas

O pré-candidato também mirou adversários na direita. Ele chamou o ex-candidato Pablo Marçal de "picareta" e "vendedor de susto", acusando-o de explorar financeiramente a frustração da geração que não enriqueceu.

Renan também criticou governadores como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (UB), classificando-os como líderes "frágeis" e "submissos" a Jair Bolsonaro.