Especialistas descartam candidatura avulsa pela legislação vigente e obrigando um eventual acordo na federação, entre Dudu da Fonte e Miguel Coelho
por Jamildo Melo
Publicado em 04/06/2026, às 14h37 - Atualizado às 14h56
A disputa entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho por uma vaga ao Senado no palanque de Raquel Lyra esbarra em um obstáculo jurídico.
Especialistas ouvidos pelo Jamildo.com afirmam que a legislação eleitoral não permite candidaturas avulsas dentro de uma federação que já esteja coligada ao Governo do Estado.
Nos bastidores, aliados articulam uma saída negociada para evitar prejuízos políticos e eleitorais à governadora.
O deputado federal Eduardo da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ambos pré-candidatos ao Senado em Pernambuco, estão condenados a se acertar, para que a federação União Progressista possa subir no palanque da governadora Raquel Lyra, nestas eleições.
Especialistas em legislação eleitoral explicaram, ao site Jamildo.com, que a tese de candidatura avulsa defendida por Miguel Coelho dificilmente irá avançar.
Isto porque, quando um partido ou federação coliga para governador do Estado, coliga para senador também.
Nossas fontes explicaram que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nunca aprovou a possibilidade de chapas cruzadas, nas eleições.
Ou seja, a lei eleitoral não permite dividir. Ou coliga com a governadora Raquel Lyra ou não.
Qual o busílis nesta questão?
Nesse nó jurídico, o ponto principal é que candidatura avulsa sugerida por Miguel Coelho privaria a governadora Raquel Lyra de usar o importante tempo de TV e inserções publicitárias da federação União Progressista.
Por conta disto, aliados do palanque governista torcem para que os dois caciques se entendam.
Uma saída ventilada por eles seria colocar o deputado estadual Antônio Coelho na vice da chapa majoritária de Raquel Lyra, além de garantir as condições para um mandato de deputado federal para Miguel Coelho. Neste possível acordo, Dudu da Fonte sairia candidato ao Senado.
Outra possibilidade que é ventilada por aliados da base de situação seria rifar o deputado federal Tulio Gadelha (PSD), abrindo espaço para os dois caciques do União Progressista. Mas Raquel Lyra, de olho no voto lulista,precisa de um verniz mínimo de esquerda na chapa majoritária. .
O que se sabe ao certo é que Dudu da Fonte quer ser o senador de Raquel Lyra e contratou até equipe de produção. Como ele é o presidente da federação em Pernambuco, leva uma vantagem sobre Miguel Coelho, na medida em que pode negar o apoio caso não seja o candidato escolhido..