Especula-se que Miguel Coelho e Eduardo da Fonte tenham chegado a um acordo na convenção do União Progressista. Dudu deve passar bases para Miguel
por Cynara Maíra
Publicado em 06/08/2026, às 08h23 - Atualizado às 09h46
O ex-prefeito de Petrolina e ex-pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil) deverá disputar a eleição de 2026 apesar da desistência na corrida pela Casa Alta. Fontes ligadas ao sertanejo indicam que Miguel irá se candidatar para deputado federal com apoio de nomes da base de Eduardo da Fonte (PP).
Como os Coelho já têm Fernando Filho (União Brasil) na Câmara dos Deputados, a ideia é que os irmãos utilizem bases diferentes, com Miguel mais próximo de nomes do PP, apoiado por Eduardo da Fonte.
Esse seria parte do acordo para resolver o impasse da convenção da federação União Progressistas. O evento chegou a ser suspenso para chegar a um consenso após o União Brasil abrir divergência sobre compor a coligação da governadora Raquel Lyra (PSD).
Como Eduardo já tinha dividido suas bases com o filho na eleição de 2022, quando ele e Lula da Fonte (PP) se elegeram para a Câmara dos Deputados, a tendência é que o grupo não tenha dificuldades nessa divisão.
A definição ocorreu no final da tarde de quarta-feira (5), em reunião que juntou Miguel Coelho e Eduardo da Fonte para selar o arranjo final. O entendimento garantiu a aprovação da ata da federação com a oficialização do apoio à reeleição de Raquel, além de assegurar o tempo de rádio e televisão para o palanque governista.
A articulação também manteve a indicação de Eduardo da Fonte e de Túlio Gadêlha (PSD) para as duas vagas ao Senado no bloco da situação.
O impasse entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte ocorre desde 2025, quando o União Brasil e PP decidiram se unir em federação pelos próximos quatro anos. Na época, além da disputa pela vaga da federação ao Senado, os presidentes estaduais estavam em lados opostos na corrida pelo Governo de Pernambuco, com Coelho aliado de João Campos.
Sem conseguir entrar na chapa do socialista, Miguel migrou para o lado de Raquel Lyra e conseguiu ocupar uma posição importante na base da governadora, próximo ao período em que a gestora esteve em atrito com o PP. Na época, especulava-se que Dudu estaria negociando com João Campos uma migração.