Lula faz gesto a João Campos ao afirmar que socialista poderá ser um dos líderes da esquerda no futuro

Última eleição declarada do presidente Lula, petista fez gesto a João Campos ao afirmar que socialista é um dos mais promissores na esquerda

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 15/08/2026, às 10h51 - Atualizado às 11h39

João Campos e Lula sorriem enquanto olham um para o outro
Ricardo Stuckert

Durante gravação do guia eleitoral entre nomes da esquerda, o presidente Lula (PT) fez um gesto ao ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Como o petista já afirmou que essa será sua última eleição como candidato, quando completará 81 anos, o pleito também cria contornos de possíveis sucessores para centro-esquerda no Brasil. 

Em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira (14), Lula declarou que apenas ele próprio e o ex-presidente Jair Bolsonaro têm liderança com alcance nacional forte.

Ao projetar o cenário político para os próximos anos, o mandatário apontou João Campos, de 32 anos e atual presidente nacional do PSB, ao lado de Fernando Haddad (PT), Rafael Fonteles (PT-PI), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Camilo Santana (PT-CE) e Rui Costa (PT-BA) que despontam no campo progressista com capacidade de liderar o bloco.

Mesmo que a maioria dos cotados cite que aguardará a aproximação de uma próxima eleição para discutir sucessores, já existem nomes mais fortes para assumir o posto de unificar a esquerda brasileira.

Questionado sobre o debate sucessório, o próprio João Campos declarou no começo de agosto ao portal UOL que o processo deve ser conduzido exclusivamente pelo presidente. O socialista evitou antecipar o debate sobre uma eventual candidatura ao Planalto em 2030, afirmando que seu foco atual está na disputa pelo governo estadual e assegurando apoio aos projetos de Lula.

Apesar dos petistas e ex-ministros Rui Costa, Camilo Santana e Fernando Haddad, os nomes mais populares fora de seus redutos específicos estão atualmente fora do Partido dos Trabalhadores: Guilherme Boulos (PSOL) e João Campos. 

Esse protagonismo entre os dois políticos já gerou atritos entre Boulos e João e até entre o psolista e a esposa do ex-prefeito e ex-adversária para Prefeitura de São Paulo, a deputada federal Tabata Amaral (PSB). O socialista chegou a criticar no programa Roda Viva, da TV Cultura, a estratégia de Boulos na disputa municipal paulista. 

João argumentou que Boulos passou muitos anos com uma postura radical e tentou adotar uma "roupagem diferente" em apenas um ano de eleição, também afirmando que o eleitor percebe quando há uma mudança conveniente de discurso na tentativa de atrair novos grupos políticos. Já Tabata criticou o líder do PSOL por ter aprovado poucos projetos como deputado federal.