Pré-candidato ao Governo de Pernambuco afirmou que declaração foi retirada de contexto e criticou exploração política do episódio
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 21/05/2026, às 12h44
João Campos reagiu a críticas após vídeo em Jupi
Socialista afirmou que fala foi retirada de contexto
Oposição e políticos conservadores criticaram declaração
João disse respeitar religiões e manterá pré-campanha normalmente
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), reagiu na quarta-feira (20) às críticas geradas após a divulgação de um vídeo em que aparece comentando, em tom descontraído, sobre a possibilidade de “virar ministro da eucaristia”. A declaração ocorreu durante uma agenda no município de Jupi, no Agreste do Estado.
Na gravação, João conversa com aliados ao final de uma visita política e afirma: “se nada der certo, a gente vira ministro da eucaristia”. O conteúdo provocou reações de integrantes da comunidade católica e de adversários, que classificaram a fala como desrespeitosa.
Após a repercussão, João publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que o trecho foi retirado de contexto e que fazia parte de uma história contada em ambientes políticos, mencionando também o ex-governador Eduardo Campos.
“Agora, tentam me atacar tirando uma história de contexto, um causo político que eu contava, que inclusive meu pai gostava muito de contar. Pegam um trecho para desvirtuar”, declarou.
Na gravação, o socialista também afirmou ser católico e criticou o que chamou de exploração política do episódio durante o período de intensificação das agendas pelo interior de Pernambuco.
“Eu sou católico, eu sou cristão e tenho um orgulho arretado disso. E respeito todo mundo, respeito todas as igrejas, denominações religiosas”, disse.
Sem citar nomes diretamente, João afirmou ainda que existe uma “parte minoritária da oposição” tentando desgastá-lo politicamente. “Não vale tudo na política. Eu vou seguir fazendo a minha parte e levando a vida com leveza”, finalizou.
Durante o pronunciamento, o ex-prefeito também mencionou uma polêmica anterior envolvendo medalhas religiosas que utiliza no pescoço. O episódio ganhou repercussão após adversários questionarem o momento em que ele retirou uma corrente antes de uma caminhada política.
Segundo João, os símbolos possuem valor afetivo e religioso por terem sido encontrados após o acidente aéreo que matou Eduardo Campos, em 2014. “Primeiro tentaram me atacar com as medalhinhas que eu carrego com muita fé e muito orgulho”, comentou.
Ao encerrar o vídeo, João voltou a defender respeito às manifestações religiosas e afirmou que pretende manter a condução da pré-campanha com tranquilidade. “Eu amo meu estado e respeito a fé das pessoas. Fé em Deus sempre”, concluiu.
o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, também criticou a declaração. “Virar ministro da eucaristia virou piada?”, questionou em vídeo divulgado nas redes sociais.
Gilson afirmou ainda que ministros extraordinários da comunhão desempenham atividades junto a idosos, enfermos e pessoas impossibilitadas de frequentar celebrações religiosas. Em seguida, classificou a fala de João como inadequada e acusou o socialista de tratar o tema religioso “com blasfêmia e ignorância”.