Pesquisa Real Time coloca Humberto e Mendonça empatados com 20% e transforma a disputa pelo segundo voto para Senado em uma das principais batalhas
por Jamildo Melo
Publicado em 28/09/2026, às 11h54 - Atualizado às 12h07
Marília Arraes lidera a disputa pelo Senado em Pernambuco com 25%, segundo a Real Time Big Data
Humberto Costa e Mendonça Filho aparecem empatados com 20%, acirrando a briga pelas duas vagas
Na reta final, o segundo voto e eventuais movimentos de voto útil ganham peso na estratégia das campanhas
A briga pelas duas vagas de Pernambuco no Senado chega à última semana de campanha ainda mais apertada.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28) mostra Marília Arraes (PDT) na liderança, com 25% das intenções de voto, enquanto Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (PL) aparecem empatados, com 20% cada.
O cenário ajuda a explicar por que a disputa pelo Senado ganhou espaço até mesmo no discurso do presidente Lula durante sua passagem pelo Recife. No ato do Marco Zero, na sexta-feira (25), Lula fez uma crítica direta a Mendonça, afirmando que o candidato do PL “não era do bem”.
Como mostrou o site Jamildo.com, a declaração ocorreu em uma eleição na qual Humberto, aliado histórico do presidente, busca a reeleição e aparece agora numericamente empatado com Mendonça.
Marília, por sua vez, continua à frente. Seus 25% representam cinco pontos de vantagem sobre Humberto e Mendonça. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais, porém, a pesquisa retrata uma disputa ainda aberta pelas duas cadeiras.
Outro personagem importante nessa reta final é Eduardo da Fonte (PP). Ele aparece com 15% e foi quem avançou em relação à pesquisa anterior do Real Time Big Data: tinha 13%.
Túlio Gadêlha (PSD), candidato ao Senado na chapa de Raquel Lyra, caiu de 11% para 7%.
Esses números colocam no centro da reta final uma questão estratégica: para onde poderá caminhar o eleitor que decidir concentrar seus votos nos candidatos considerados mais competitivos?
É uma pergunta especialmente relevante porque o eleitor pernambucano terá direito a dois votos para o Senado.
No campo ligado a Lula, a campanha de Humberto tem interesse evidente em ampliar sua votação entre eleitores do presidente e evitar a dispersão desse eleitorado. Já Mendonça tenta consolidar seu espaço entre os eleitores de direita.
Eduardo da Fonte ocupa uma posição particular nessa disputa. Apesar de integrar a chapa de Raquel Lyra, protagonizou durante a campanha uma série de atritos políticos com Mendonça.
Isso abre uma incógnita para os últimos dias: caso parte do eleitorado hoje inclinado a candidatos que aparecem atrás dos três primeiros decida pelo chamado voto útil, quem será beneficiado?
A pesquisa não permite responder a essa pergunta nem medir eventual transferência de votos. Mas mostra que, faltando poucos dias para a eleição, a disputa pelas duas vagas pernambucanas no Senado permanece aberta — e que a batalha pelo segundo voto pode ser decisiva.