Gilson Machado Neto disse que Raquel Lyra tem a "chance de matar a cobra e torar a cabeça dela", considerando João Campos em possível ministério de Lula
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 22/10/2026, às 09h05
Ex-ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro e deputado federal eleito, Gilson Machado Neto (Podemos) tentou convencer a governadora Raquel Lyra (PSD) a apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Lula (PT) como uma forma de enfraquecer a força política de João Campos (PSB).
A articulação, segundo Gilson Machado Neto, aconteceu durante um almoço que a gestora realizou junto a parlamentares, prefeitos e outras figuras políticas que estiveram aliadas em torno de sua reeleição. "A senhora está com a chance de matar a cobra e torar a cabeça dela. A senhora vai dar a chance para a cobra voltar daqui a dois anos?", questionou o ex-ministro.
A pergunta de Gilson tratou sobre uma eventual nomeação de João Campos a algum ministério do Governo Federal em caso de uma possível reeleição do presidente Lula (PT). "Se Lula for presidente, João Campos é o primeiro a ser nomeado ministro. A senhora quer isso? Os seus prefeitos querem isso?", disse.
Ele ainda interligou os questionamentos ao fato de João e Lula terem se apoiado nestas eleições, em que João Campos foi o principal rival de Raquel Lyra.
Mesmo com pressão da campanha de Lula e de Flávio, Raquel Lyra segue o direcionamento do primeiro turno e das eleições de 2022, optando pela neutralidade em meio à polarização nacional.
Apesar de não apoiar ninguém, Raquel Lyra costuma agradecer ao presidente Lula pela colaboração em ações entre o Governo Federal e o Governo do Estado de Pernambuco. Ela também foi a favor de pautas de interesse do presidente, como o fim da Escala 6x1 e o encerramento das bets.
A governadora não apoiou nem mesmo o candidato de seu próprio partido, Ronaldo Caiado (PSD). A sigla deu liberdade para que os quadros se posicionassem da forma que achassem correta.
Durante agenda em Pernambuco, Flávio Bolsonaro disse que não apoiaria nomes para o Palácio do Campo das Princesas. Mas, em pronunciamento recente, já após Raquel reeleita, afirmou que, em um eventual mandato presidencial, não irá prejudicar o Estado de Pernambuco por conta da neutralidade da gestora.
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