Flávio Dino rebate narrativa eleitoral contra o Supremo: “não dá voto”

Ministro do STF Flávio Dino participa de evento da Amupe no Recife, comenta críticas à Corte no cenário eleitoral e trata de decisões sobre emendas

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por Plantão Jamildo.com

Publicado em 27/04/2026, às 21h24 - Atualizado em 28/04/2026, às 07h51

Dino em palestra no Congresso da Amupe, no Recife
O ministro Flávio Dino em palestra no Congresso da Amupe, no Recife - Jamildo.com

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, participou do congresso da Amupe e destacou que não disputará eleições, dizendo-se aliviado com a nova função.

A palestra foi destaque no primeiro dia, com grande público no Centro de Convenções do Recife.

Dino avaliou que as próximas eleições serão “as mais difíceis” e criticou ataques ao STF como estratégia política.

Prefeitos presentes divergiram sobre as emendas parlamentares, com críticas e defesas do instrumento.

O debate expôs visões distintas entre gestores municipais sobre o papel das emendas no equilíbrio federativo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, ao falar sobre a relatoria do projeto das emendas parlamentares, no 9 Congresso da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), nesta segunda, não resistiu a falar de política também, para uma plateia formada por prefeitos e servidores públicos de todos os niveis.

A conferência do ministro foi o sucesso do primeiro dia do evento, sendo acompanhada em quatro salas simultaneamente no centro de convenções do Recife, em Santo Antônio, conforme constatou o site Jamildo.com.

"Esta será a primeira eleição desde 2006 da qual não vou participar. A vida não é uma linha reta (indicação para o STF) e eu estou feliz com a missão. Por outro lado, estou também aliviado. Não tenho receio, lamento ou saudade", explicou.

"Depois da copa do mundo de futebol, quando os que brigam pelo zap vão se unir pelo Brasil, dois ou três meses depois teremos eleições e essas eleições serão as mais difíceis da política", previu.

"Tem gente que acha que dá voto falar mal do Supremo. Não dá... vão descobrir", avaliou, ao responder a uma ponderação do prefeito de Limoeiro, Orlando Jorge, que havia criticado fake News e se posicionado contra as emendas parlamentares.

Orlando Jorge havia revelado que ele próprio havia sido vítima de montagens falsas na internet e se posicionado contra as emendas, "O vereador que quiser ser prefeito (determinando gastos) que vá para a rua e se eleja. Eu barrei no judiciário (projetos de lei prevendo emendas municipais)", explicou o gestor.

O prefeito de Cachoeirinha, André Raimundo, fez o contraponto em favor das emendas, afirmando que as emendas parlamentares ajudam e geram benefícios nas áreas de saúde. Ele argumentou que a realidade do governo Federal e dos municípios eram diferentes e que os deputados contribuíam para buscar algum equilíbrio.

"Antes das emendas, dependia muito da vontade do Executivo de plantão chegar algo na cidade", explicou.