Governo argentino confirmou passagem de Flávio Bolsonaro na noite da terça com destino ao Equador e, depois, a Miami, nos Estados Unidos
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 28/10/2026, às 12h07 - Atualizado às 12h08
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28), por volta das 10h24. O político estava acompanhad0 da esposa e de suas duas filhas.
A aeronave com o candidato derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno desembarcou no aeroporto de Miami. Antes de chegar à terra estadunidense, Flávio deixou o Brasil pela Argentina, por onde segui a Guayaquil, no Equador, e pegou voo para o estado da Flórida.
De acordo com o governo argentino, Flávio Bolsonaro e as acompanhantes entraram no país às 22h50 da terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. A passagem fica na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, Sul do Brasil.
A família chegou ao Equador às 6h22 desta manhã e seguiu rumo à cidade de Miami. Cidadão italiano desde 2023, Flávio Bolsonaro utilizou seu passaporte europeu no processo. Segundo apuração do Jornal O Globo, o senador será recebido pelo seu irmão e deputado federal cassado e condenado, Eduardo Bolsonaro.
O "03" do ex-presidente Bolsonaro vive no estado do Texas, na cidade de Southlake. Flávio Bolsonaro receberá visto para estadia no país estrangeiro, segundo o Departamento de Estado dos EUA, mas ainda não se sabe de qual tipo.
A ida à Argentina ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atender a pedido da Polícia Federal (PF) para apreender o passaporte do senador. A decisão do membro da Suprema Corte ordenava que Flávio entregasse o documento até as 11h da terça.
O primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, porém, não tinha impedimentos legais para ingressar no território argentino, de acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina.
Há 24 anos ocupando cargos na política, Flávio Bolsonaro fica sem foro privilegiado em fevereiro. O dispositivo garante que autoridades públicas sejam julgadas e investigadas por tribunais superiores, em vez de passarem pela primeira instância da Justiça comum.
Flávio é alvo de inquérito da Polícia Federal em casos ligados ao Banco Master e ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e suspeito de lavagem de dinheiro.