Enquete: com briga no PT, que decisão partido deve tomar nas eleições de 2026 em Pernambuco?

Com diversas posições no PT sobre qual deve ser o posicionamento do partido em Pernambuco para as eleições estaduais de 2026, o site fez uma enquete sobre

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 16/01/2026, às 09h00 - Atualizado às 09h21

Montagem de duas fotos, à esquerda Raquel Lyra e Lula seguram as mãos, à direita João Campos e Lula estão lado a lado, em ambos os casos todos sorriem
Posição sobre apoio de Lula na eleição estadual de Pernambuco divide nomes do PT - Ricardo Stuckert

O Impasse: O PT-PE vive um racha sobre a estratégia para 2026: manter aliança exclusiva com o PSB ou abrir o palanque para Raquel Lyra.

Tese 1: Aliados de João Campos defendem unidade na Frente Popular e criticam a divisão do apoio de Lula.

Tese 2: O deputado João Paulo propõe múltiplos palanques (João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes) para maximizar votos para Lula e Humberto Costa.

Lideranças: Humberto Costa pede cautela e aguarda diretriz nacional; Teresa Leitão quer agilizar o debate local.

Enquete: O Jamildo.com lançou uma enquete para ouvir a opinião dos leitores sobre o destino do PT nas eleições estaduais.

As discussões internas no Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco sobre o palanque para 2026 mostraram as divisões da legenda sobre qual estratégia adotar.

O impasse envolve desde a manutenção da aliança histórica com o PSB até a possibilidade de múltiplos palanques para a reeleição do presidente Lula (PT).

Diante da divergência de lideranças da sigla, o Jamildo.com quer saber a opinião dos leitores: qual caminho o PT deve seguir nas eleições estaduais de 2026?

Participe da enquete ao final da matéria. Antes, entenda os argumentos de cada grupo.

Apoio exclusivo a João Campos (PSB)

Grupo que inclui o secretário do Recife Felipe Cury, a senadora Teresa Leitão e outros aliados de João Campos, defende a continuidade na Frente Popular. Para estes, o prefeito do Recife é o aliado natural e mais alinhado com o projeto nacional de Lula.

João Campos também já citou ser "um soldado de Lula" para o que precisar e ajudou o presidente nas tentativas de aprimorar sua comunicação e como cabo eleitoral do PT nas eleições de 2024. 

Como o vice-presidente de Lula é um nome do PSB, esse setor defende a manutenção da aliança em nível nacional e estadual. 

O argumento é que pulverizar o apoio enfraquece a unidade do campo progressista. Cury, inclusive, criticou publicamente a tese de múltiplos palanques, classificando-a como uma estratégia "amorfa" que tenta minimizar a importância eleitoral de Lula.

Palanque duplo (ou triplo) com Raquel Lyra (PSD)

Outro grupo, com nomes como o deputado estadual João Paulo, defende que Lula tenha o maior número possível de palanques no estado para conquistar o máximo de eleitores possível. Além de apoiar João Campos, o PT poderia se aproximar da governadora Raquel Lyra (PSD) e até do pré-candidato do PSOL, Ivan Moraes.

A justificativa é garantir a reeleição do presidente Lula com apoio máximo e facilitar a reeleição do senador Humberto Costa (PT). João Paulo argumenta que Raquel mantém boa relação institucional com o governo federal e não faria oposição a Lula, mesmo estando em outro palanque nacional. 

Desde que assumiu como governadora, Raquel Lyra se aproxima do presidente Lula, com entregas, agendas e demonstrações de afeto ao petista, agradecendo pelas entregas em Pernambuco. 

Ivan Moraes já defendeu explicitamente a reeleição de Lula. 

Candidatura própria

Embora com menos força no debate atual, nomes como o ex-deputado Fernando Ferro são favoráveis a seguir a tese histórica de que o PT deveria lançar candidatura própria ao governo para fortalecer a identidade partidária e puxar votos para as chapas proporcionais, evitando ficar a reboque de outras legendas.

O que dizem as lideranças

O senador Humberto Costa pediu cautela e afirmou que a decisão final passará pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) nacional. 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), correligionário de Raquel, aposta que ela seguirá um caminho independente de Lula, apoiando a candidatura própria do PSD à presidência.

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