Em São Paulo, Tarcísio deve manter distância de Eduardo Bolsonaro

Sinal de alerta em SP: pesquisas internas colocam Eduardo Bolsonaro como o maior risco político para a campanha de reeleição de Tarcísio de Freitas

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 03/08/2026, às 11h19 - Atualizado às 11h30

Flávio Bolsonaro e Tarcísio Freitas na Alesp
Agência Alesp

Pesquisas internas da campanha de Tarcísio de Freitas indicam que a proximidade com Eduardo Bolsonaro pode representar um risco eleitoral em São Paulo.

Segundo o colunista Thomas Traumann, esse é o principal fator capaz de dificultar a reeleição do governador.

A estratégia, por isso, tende a ser de manter distância durante a campanha.

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, tende a evitar uma aproximação pública com o deputado federal Eduardo Bolsonaro durante a campanha eleitoral. A avaliação é do colunista Thomas Traumann, com base em pesquisas internas da campanha do governador.

Segundo Traumann, os levantamentos realizados pela equipe de Tarcísio de Freitas apontam de forma consistente que Eduardo Bolsonaro é hoje o nome com maior rejeição entre os paulistas, tornando-se um potencial fator de desgaste para a estratégia eleitoral do governador.

De acordo com a análise do colunista, a pesquisa indica que a eventual associação de Tarcísio ao núcleo político representado por Eduardo Bolsonaro — especialmente por meio da proximidade com o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro — seria o principal risco identificado para a campanha de reeleição do governador.

A leitura feita pela equipe de Tarcísio, ainda segundo Thomas Traumann, é que preservar uma imagem de autonomia em relação ao bolsonarismo mais identificado com Eduardo pode ampliar o alcance eleitoral do governador junto ao eleitorado paulista.

O diagnóstico reforça a estratégia que vem sendo observada nos movimentos públicos da pré-campanha, em que Tarcísio busca equilibrar o apoio do eleitor conservador com um discurso voltado para a gestão e para temas administrativos, evitando que a disputa estadual seja completamente nacionalizada.

Caso essa orientação seja mantida, a tendência é que a campanha do governador reduza ao mínimo aparições conjuntas e gestos políticos que possam reforçar uma vinculação direta com Eduardo Bolsonaro, priorizando uma agenda própria em São Paulo.

Na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, a pesquisa Genial/Quaest mais recente mostra Tarcísio de Freitas em posição confortável para buscar a reeleição. No principal cenário estimulado, o governador aparece com 38% das intenções de voto, contra 26% de Fernando Haddad (PT), vantagem que se amplia no segundo turno, quando Tarcísio alcança 49%, ante 32% do adversário petista, conforme já mostrou o site Jamildo.com.