Defesa de Emerson Freitas diz que são infundadas acusações contra deputado eleito. Veja nota

Em nota divulgada nas redes sociais do advogado Weryd Simões, Emerson Freitas alega perseguição e silenciamento político

Jumariana Oliveira

por Jumariana Oliveira

Publicado em 30/10/2026, às 14h29 - Atualizado às 15h02

Imagem mostra Emerson Freitas com colete policial e camisa de manga comprida preta, numa escadaria
Emerson responde a um processo de extorsão - Reprodução redes sociais

O deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) se manifestou sobre o mandado de prisão expedido pela Justiça.

Em nota, classificou as acusações de infundadas e apontou supostas irregularidades na investigação.

Emerson é réu em um processo de extorsão, acusado de se passar por policial militar para aplicar um golpe contra uma mulher.

A defesa afirma que ele compareceu espontaneamente ao GOE no último dia 15 e colaborou com as investigações.

O advogado também questionou o vazamento de informações sigilosas sobre o mandado de prisão.

A defesa pede respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

Um dia depois do mandado de prisão expedido pela Justiça, o deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) se manifestou publicamente sobre o fato. O posicionamento veio através das redes sociais do advogado Weryd Simões, responsável pela defesa do emedebista. Na nota, Emerson diz que as acusações envolvendo seu nome são infundadas. 

“Os fatos noticiados dizem respeito a narrativas infundadas, expressamente contestadas pela defesa, e não guardam relação com o exercício de sua atividade político-partidária. A investigação apresenta graves irregularidades e evidentes nulidades, além de questionamentos quanto à existência de elementos probatórios idôneos”, diz a nota. 

Eleito no último dia 04 de outubro com mais de 49 mil votos, Emerson responde a um processo de extorsão. Ele é influenciador digital no segmento de notícias policiais. Nas redes sociais, se intitula como jornalista investigativo. 

Emerson se tornou réu após se passar como policial militar para aplicar um golpe contra uma mulher vítima de violência doméstica. Ele teria se apresentado à vítima como sargento ligado à Casa Civil do Governo de Pernambuco. Em suas redes sociais, inclusive, é comum ver o acusado com vestimentas que remetem ao fardamento policial. 

Ainda de acordo com a defesa, Emerson tem contribuído com o andamento das investigações e, no último dia 15, compareceu espontaneamente ao GOE, mesmo sem intimação, foi ouvido e manifestou disposição de colaborar com a autoridade policial. Na ocasião, ele solicitou acesso integral ao inquérito.

A nota faz críticas ao vazamento da informação acerca do mandado de prisão. “A quem interessa calar a voz de Emerson Freitas? É inadmissível que, enquanto a defesa busca acesso aos elementos da investigação, informações sejam seletivamente divulgadas à imprensa. O aparente vazamento de informações de um procedimento sigiloso exige apuração e responsabilização”, questiona o documento. 

O advogado Weryd Simões defende que é preciso respeitar a Constituição, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência e diz que o processo penal não pode servir à “perseguição, à intimidação ou ao silenciamento político".