Com tensão sobre Senado, Eduardo da Fonte acompanha Raquel Lyra, Miguel Coelho e Túlio em agenda

Miguel Coelho e Túlio Gadelha estão mais presentes nas agendas de Raquel Lyra, mas Eduardo da Fonte se juntou ao grupo em celebração religiosa

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 17/07/2026, às 09h05 - Atualizado às 10h34

Ao redor de crianças e outras pessoas Raquel Lyra e Eduardo da Fonte sorriem
Efraim Filho

Os três principais nomes que desejam disputar o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) estiveram juntos à gestora na quinta-feira (16) durante a celebração de Nossa Senhora do Carmo.

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) acompanhou a comitiva na Missa Solene Campal e na tradicional procissão pelas ruas do Centro do Recife, ato religioso que reuniu cerca de 300 mil fiéis para comemorar os 330 anos da Arquidiocese de Olinda e Recife e os 775 anos da entrega do Escapulário a São Simão Stock.

"Nossa Senhora do Carmo é símbolo de proteção, esperança e união para o povo pernambucano. Participar desta celebração, ao lado da governadora Raquel Lyra e de milhares de fiéis, é renovar nossa fé e pedir que a Padroeira continue abençoando Pernambuco e iluminando o caminho de todos nós", destacou o parlamentar.

O encontro do trio ocorre enquanto se especula quem ficará com a vaga da federação União Progressista. Presidentes estaduais de seus respectivos partidos, Eduardo da Fonte quanto o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) querem concorrer ao Senado e estão em impasse de como solucionar o problema.

Com agendas mais avulsas e em outros espaços, Eduardo da Fonte aparece menos na companhia de Raquel Lyra. Miguel e Túlio tem acompanhado a maioria das agendas da gestora desde abril. O deputado federal ex-Rede e agora no PSD de Raquel chegou a defender o nome de Miguel para estar ao seu lado, mas ressaltou que a escolha seria de Lyra.

Os grupos aliados do ex-prefeito de Petrolina alegam que o desejo de Raquel seria compor com Miguel Coelho, mas outros mais próximos da própria governadora dizem que ela aguarda uma posição da federação nacional e que a situação continua em um impasse.

Até o momento, nenhum dos lados chegou a apresentar declarações consistentes entre si, mas todos citam como a política sempre está acompanha de Coelho e Gadelha, já Dudu estaria mais afastado.

Apesar do diretório do PP votar pela indicação de Dudu da Fonte ao Senado, o grupo de Miguel considerou a questão como não válida, já que a decisão precisaria ocorrer em comum acordo com membros do União Brasil. O ex-prefeito alega que o estatuto da federação rejeita a lógica de um partido vetar a posição de outro por ser maioria e afirmou que a situação só seria decidida nas convenções.

Como a previsão legal do partido é de que o caso suba para o diretório nacional, desde a semana passada Raquel tenta articular com Ciro Nogueira (presidente nacional do PP) e Antônio Rueda (presidente nacional do União Brasil) para chegar em um acordo, que até o momento parece não ter sido definido.

Eduardo tem a vantagem entre número de prefeituras e a liderança da federação no estado, mas Coelho conseguiu o endosso de partidos e nomes aliados da governadora, além de ter o aval do presidente nacional da Federação, Antônio Rueda (União Brasil), para disputar, o que amplia o impasse.

Especula-se que o principal impasse na federação envolve o poder que um eventual senador teria na distribuição de forças do grupo, que terá de atuar em conjunto até 2030. Um membro do Senado em qualquer partido tem prioridade nas decisões, o que daria mais peso para uma das legendas.