Cayo Albino retorna à Alepe após Waldemar Borges pedir licença de 180 dias

É a segunda vez que Cayo Albino sai da suplência e assume cadeira na Alepe; Waldemar Borges não irá concorrer à Alepe novamente

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 12/06/2026, às 10h20

Cayo Albino

O deputado estadual Waldemar Borges foi licenciado da Alepe por 180 dias por motivos de saúde, com efeito retroativo a 9 de junho.

O suplente Cayo Albino assumirá a vaga pela segunda vez; a primeira ocorreu em 2025 durante licença de Eriberto Filho.

Em abril, Waldemar Borges anunciou que não disputará a reeleição em 2026, encerrando uma trajetória de oito mandatos legislativos.

O parlamentar retornou ao Partido Socialista Brasileiro em 2026, após breve passagem pelo MDB durante articulações relacionadas à CPI da Publicidade na Alepe.

O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) recebeu, nesta sexta-feira (12), licença de afastamento da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) por 180 dias devido a motivos de saúde do parlamentar. O ato tem efeito retroativo ao dia 9 de junho de 2026.

No lugar do deputado, assume o parlamentar suplente Cayo Albino (PSB). É a segunda vez que o político assume a cadeira na Casa. A primeira ocorreu após o deputado Eriberto Filho (PSB) ter se licenciado do cargo para assumir a titularidade da Secretaria de Esportes do Recife, em janeiro de 2025. 

Durante seu período como deputado, Cayo Albino foi líder da oposição na Alepe. Com o retorno de Eriberto, em abril de 2026, Albino deixou o cargo. Agora, dois meses depois, ele reassume a cadeira no Legislativo Estadual. 

O político é natural de Garanhuns, onde seu pai, Sivaldo Albino (PSB), é prefeito. Além disso, seu tio, Johny Albino (PSB), preside o Legislativo na cidade.

Parlamentar não concorre à reeleição

No primeiro dia de abril, Waldermar Borges já havia anunciado publicamente que não concorreria novamente à Alepe. O anúncio ocorreu após o político filiar-se novamente ao PSB, vindo do MDB. 

Ao todo, o parlamentar já teve oito mandatos legislativos, sendo metade na Câmara do Recife e a outra parte na Alepe. 

O deputado permaneceu por 20 anos no PSB, filiando-se em 2005 e saindo em agosto de 2025, em articulação estratégica da legenda durante a CPI da Publicidade contra a gestão estadual. Ele foi o relator do processo. 

Na ocasião, os parlamentares Diogo Moraes e Junior Matuto fizeram movimentos parecidos, indo para o PSDB e PRD, respectivamente. Ambos já deixaram os partidos, que fazem movimentos de aproximação à Raquel Lyra. Moraes voltou ao PSB, enquanto Matuto foi para o Republicanos