Campanha de Raquel Lyra nega que governadora receba acima do teto constitucional

Campanha afirma que governadora optou por manter remuneração de procuradora do Estado e não recebe subsídio pelo cargo no Executivo

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 11/09/2026, às 18h20

Flávio Bolsonaro lê papel, ao redor diversos microfones de veículos de imprensa
Flávio Bolsonaro leu carta escrita em próprio punho por Jair Bolsonaro antes de cirurgia - Reprodução

João Campos acusou Raquel Lyra de receber acima do teto constitucional.

Candidato afirmou que valores recebidos pela governadora superariam R$ 1 milhão.

Campanha de Raquel negou acúmulo de remunerações e citou lei estadual.

Defesa afirma que governadora recebe apenas como procuradora do Estado.

A campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) contestou, nesta sexta-feira (11), a declaração do ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) de que a adversária receberia remuneração acima do teto constitucional.

A manifestação foi divulgada após o primeiro debate entre os candidatos ao governo estadual, realizado pela manhã. Durante o encontro, João Campos chamou Raquel de “fura-teto” e afirmou que ela teria recebido valores superiores ao subsídio pago ao governador de Pernambuco.

“Você sabia que a candidata Raquel é fura-teto? Você sabia que a candidata, que declarou R$ 1 na sua conta corrente, recebe três vezes mais do que o salário do governador? Isso tem indícios claros de inconstitucionalidade. Se colocar tudo que recebeu nesse período, dá mais de R$ 1 milhão de forma inconstitucional”, afirmou João.

Em nota, a campanha de Raquel negou que a governadora tenha recebido remuneração acima do limite constitucional. Segundo a equipe da candidata, ao assumir o Governo de Pernambuco, ela optou por não receber o subsídio correspondente ao cargo de governadora e permaneceu apenas com a remuneração referente ao cargo efetivo de procuradora do Estado, para o qual ingressou por concurso público.

A campanha sustenta, portanto, que não existe acúmulo ou soma de dois salários. A nota cita o artigo 6º da Lei Estadual nº 18.139/2023 como fundamento para a opção feita por Raquel. De acordo com o documento, a legislação foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e permanece em vigor.

“A tentativa de apresentar uma única remuneração como acúmulo é falsa e busca confundir o eleitor”, afirmou a campanha.

A equipe da governadora também criticou o teor do debate e defendeu que a discussão eleitoral seja concentrada em temas como serviços públicos e gestão estadual. “Pernambuco precisa discutir o que realmente importa: creches, hospitais, segurança e resultados. A campanha da governadora está pronta para esse debate”, diz o documento.