Esse é o segundo pedido de impeachment votado pela Câmara de Olinda contra Mirella Almeida. Primeiro projeto foi em junho de 2025
por Cynara Maíra
Publicado em 05/02/2026, às 12h13 - Atualizado às 12h51
O Fato: A Câmara de Olinda rejeitou, por unanimidade, cinco pedidos de impeachment contra a prefeita Mirella Almeida (PSD).
O Autor: Quatro dos cinco pedidos foram feitos pelo advogado e ex-candidato Antônio Campos.
As Acusações: As denúncias citavam contas fictícias do Carnaval 2025, inadimplência com fornecedores e problemas na coleta de lixo.
A Defesa: Mirella chamou os pedidos de "politiqueiros" e disse que respeita a legalidade. Ela lembrou vitórias judiciais anteriores contra Campos.
O Histórico: É a segunda vez que a Câmara vota o impeachment de Mirella. Em junho de 2025, o pedido foi rejeitado por 13 a 2.
A Câmara Municipal de Olinda rejeitou, por unanimidade, a admissibilidade de cinco pedidos de impeachment contra a prefeita Mirella Almeida (PSD) nesta quinta-feira (05/02). As denúncias foram protocoladas, em sua maioria, pelo advogado e ex-candidato a prefeito Antônio Campos.
Este foi o segundo episódio de tentativa de afastamento da gestora analisado pelo Legislativo municipal. O primeiro ocorreu em junho de 2025, quando uma proposta similar, também de autoria de Campos, foi arquivada por 13 votos a 2.
O presidente da Câmara, vereador Saulo Holanda (MDB), já havia sinalizado a tendência de rejeição. Antes da votação, ele afirmou que os pedidos não tinham "muito fundamento" e que o autor das denúncias "não aceitou a derrota" nas urnas em 2024.
Antônio Campos fundamentou os pedidos em supostas irregularidades na gestão municipal. Entre as acusações estavam uma prestação de contas fictícia do Carnaval de 2025, inadimplência estimada em 65% junto a fornecedores e o não atendimento a requerimentos de informação dos vereadores.
O advogado também apontou problemas na coleta de lixo e suposta quebra da ordem cronológica de pagamentos. Campos chegou a entrar com uma queixa-crime contra o presidente da Câmara, Saulo Holanda, por improbidade administrativa, alegando obstrução no acesso a informações.
Em nota, Mirella Almeida classificou as iniciativas como "politiqueiras" e destacou que o instrumento constitucional do impeachment está sendo usado para criar instabilidade.
"Sempre respeito a legalidade, as instituições e o devido processo legal. Lamento profundamente que um instrumento constitucional tão relevante esteja sendo utilizado de forma politiqueira, com o objetivo de criar instabilidade e tentar transformar gestores públicos em reféns de disputas políticas", afirmou a prefeita.
A gestora ressaltou que já obteve vitórias judiciais contra o mesmo autor das denúncias e que seguirá focada na entrega de resultados para a cidade. "Vamos seguir no trabalho, sem se deixar desviar por tentativas de politização excessiva", completou.