Ministro afirma que está concentrado no governo e na campanha de Lula, mas reconhece legitimidade de Ivan Moraes para disputar o Estado
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 14/08/2026, às 19h30
Guilherme Boulos afirmou que não participa das discussões internas do PSOL em Pernambuco.
Ministro evitou comentar a articulação do PSB para retirar Ivan Moraes da disputa.
Boulos disse que sua prioridade atual é o governo federal e a campanha de Lula.
Ele afirmou que Ivan Moraes tem direito de ser candidato e o considera qualificado.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (14), no Recife, que não está envolvido nas discussões internas do PSOL sobre a sucessão ao Governo de Pernambuco. Durante a inauguração de uma unidade do programa Parada Certa, o ministro também evitou se posicionar sobre a articulação do PSB para retirar da disputa o deputado estadual Ivan Moraes.
Boulos disse que sua atuação atualmente está concentrada nas funções no governo federal e na coordenação política da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Segundo o ministro, essa condição o mantém afastado das negociações partidárias relacionadas à eleição estadual.
“Eu não tô em função partidária, né? Não tô participando de nenhum debate interno partidário do PSOL. Tô como ministro do presidente Lula, participando da coordenação política da sua campanha à reeleição. Meu foco tem sido esse”, afirmou.
Apesar de não acompanhar diretamente as tratativas, Boulos reconheceu a legitimidade da pré-candidatura de Ivan Moraes ao Palácio do Campo das Princesas. O ministro disse conhecer o deputado estadual e avaliou que ele tem qualificação para concorrer ao cargo. “Ivan tem todo direito de ser candidato, né? O conheço, é um quadro qualificado para isso”, declarou.
A fala ocorre em meio às articulações dos partidos de esquerda em Pernambuco para definir a composição da disputa pelo Governo do Estado em 2026. O PSOL mantém o nome de Ivan Moraes no debate, enquanto o PSB discute a formação de uma candidatura capaz de reunir diferentes forças do campo político.
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