Ao lado de Lula, João Campos promete concluir Transnordestina e combater racionamento de água

Candidato do PSB citou reindustrialização, Transnordestina, educação e abastecimento de água entre prioridades de eventual gestão.

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 25/09/2026, às 15h55

Rodolfo Loepert
Rodolfo Loepert

João Campos participou de ato de campanha com Lula nesta sexta-feira, no Centro do Recife.

Candidato reforçou a aliança entre PSB e PT e defendeu uma gestão articulada com o governo federal.

Entre as prioridades citadas estão Transnordestina, reindustrialização, educação e abastecimento de água.

Datafolha divulgado na quinta-feira mostra Raquel Lyra com 48% e João com 44%, em empate técnico.

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) aproveitou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato de campanha no Recife, nesta sexta-feira (25), para reforçar a aliança entre PSB e PT e apresentar a relação com o governo federal como parte de seu projeto para o Estado.

Durante a caminhada, que saiu do Cais de Santa Rita em direção ao Marco Zero, no Centro do Recife, João afirmou que está preparado para assumir o Governo de Pernambuco em uma eventual gestão conjunta com Lula. Entre as prioridades citadas pelo candidato estão a reindustrialização do Estado, a ampliação do ensino superior e técnico, a conclusão da Transnordestina até Suape e a ampliação do abastecimento de água.

“Eu estou pronto, animado, para ser um grande governador de Pernambuco ao seu lado. Porque aqui nós temos lado e compromisso”, afirmou João, dirigindo-se ao presidente.

A agenda foi articulada pela campanha socialista e marcou a primeira participação de Lula em um ato eleitoral em Pernambuco desde o início da campanha de 2026. Além de João, participaram da mobilização os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), além do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos).

A presença do presidente ocorreu na reta final do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, em meio a uma disputa tecnicamente empatada entre João e a governadora Raquel Lyra (PSD), segundo a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24). O levantamento mostrou Raquel com 48% das intenções de voto e João com 44%, com margem de erro de três pontos percentuais.

No discurso, João associou a candidatura ao projeto político de Lula e defendeu que a aproximação entre os dois partidos seja mantida depois da eleição. Ao tratar do desenvolvimento econômico, afirmou que pretende fazer Pernambuco “liderar o Nordeste” e iniciar um novo ciclo de industrialização.

O candidato citou a Refinaria Abreu e Lima e a fábrica da Jeep como exemplos do processo de industrialização do Estado em governos anteriores do PSB e atribuiu a Lula papel na instalação dos empreendimentos. Segundo João, as duas unidades representam, juntas, 25% da economia pernambucana.

A partir desse argumento, João defendeu a integração entre formação profissional e mercado de trabalho. Ele afirmou que pretende levar para o Estado uma política que, segundo ele, foi adotada durante sua gestão na Prefeitura do Recife, ampliando o acesso de moradores das periferias ao ensino superior e à educação profissional para ocupar postos de trabalho qualificados.

A Transnordestina também foi citada como uma das obras prioritárias para a parceria com o governo federal. João afirmou que pretende trabalhar pela conclusão do trecho até Suape. “Eu tenho certeza que juntos haveremos de concluir a Transnordestina em Pernambuco”, declarou.

O abastecimento de água foi outro tema apresentado pelo candidato. Ao fazer uma referência à marca política de Lula relacionada à retirada do Brasil do Mapa da Fome, João afirmou que pretende enfrentar o problema do racionamento no Estado por meio de obras em parceria com o governo federal. “Agora chegou a hora de tirarmos Pernambuco do mapa do racionamento de água”, afirmou.

João também ampliou o discurso para pautas nacionais defendidas por Lula. O candidato citou o fim da jornada de trabalho 6x1, o combate ao feminicídio e a expansão do Sistema Único de Saúde (SUS), das universidades e dos institutos federais.

Na condição de presidente nacional do PSB, João afirmou que pretende apoiar essas pautas no Congresso Nacional. “Para todas essas medidas, o senhor vai contar comigo e contará com o partido que eu presido, o PSB, para lutar pelo povo no Congresso Nacional”, disse.