Localidades estavam em lados opostos durante o movimento histórico; Rio de Janeiro era capital do império, enquanto Pernambuco foi a província mais atuante na revolta
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 25/06/2026, às 11h31
O jornalista e pesquisador Homero Fonseca lançará, na próxima quinta-feira, 2 de julho, o livro "Jornais em Guerra - A Imprensa na Confederação do Equador (1823-1825)", obra que resgata cobertura de jornais recifenses e fluminenses — jornais monarquistas — que cobriram o momento histórico. O lançamento vai acontecer a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco.
"Trata-se de um trabalho com temática inédita, de interesse de estudiosos de História, Comunicação e Política em uma das conjunturas mais complexas de Pernambuco e do Brasil", escreveram os diretores da Araçá Comunicação e Produções Culturais, agência responsável pela publicação da obra. É a primeira publicação da Araçá no campo editorial.
A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário e separatista ocorrido em 1824, durante o governo de Dom Pedro, que teve como centro a província de Pernambuco, mas contou com a adesão de outras províncias do Nordeste, como Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O movimento é considerado um dos principais movimentos de oposição ao Império no século XIX.
Entre as reivindicações dos revoltosos, aparecia o sistema de república federativa, ao qual o Brasil se insere hoje. A conjuntura foi combatida pelo governo à época, que prendeu e executou líderes do movimento. Entre eles, Frei Caneca, que virou mártire da história brasileira.
A análise compara coberturas de epicentros totalmente opostos no confronto. De um lado, os veículos fluminenses da cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil à época. Do outro, os conglomerados de mídia sediados no Recife, que se tornaria capital em fevereiro de 1827.
O prefácio do livro foi escrito por George Cabral de Souza, historiador e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).