Sintepe cobra protocolo de segurança após violência em escola de Barreiros

Sindicato cobra implementação de políticas de segurança escolar e protocolos de prevenção após episódio de violência em escola estadual de Barreiros

Redação Jamildo.com

por Redação Jamildo.com

Publicado em 17/03/2026, às 09h47

Ivete Caetano com cara triste, ao fundo plenário da Alepe
Ivete Caetano convocou paralisação dos professores após adiamento de votação de projeto que concede reajuste salarial - Pericles Chagas/Sintepe

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realizou, nesta segunda-feira (16), uma visita à Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Cristiano Barbosa, localizada no município de Barreiros, na Mata Sul do estado.

A comitiva buscou prestar solidariedade à comunidade escolar e acompanhar os desdobramentos de um grave episódio de violência registrado na unidade de ensino.

Para o Sintepe, a ocorrência em Barreiros não deve ser tratada pelas autoridades como um fato isolado.

A entidade argumenta que o caso é um sintoma da urgência na implementação de políticas públicas de prevenção e enfrentamento sistemático à cultura do ódio e a todas as formas de discriminação no ambiente pedagógico.

O sindicato defende que o Estado oficialize um protocolo robusto de segurança para as unidades escolares.

O posicionamento da categoria reforça que a gestão das escolas não pode ser a única responsável pelo enfrentamento desses conflitos.

De acordo com a representação sindical, é imperativo que a rede de proteção à infância e à juventude funcione plenamente para garantir a integridade dos jovens. O debate ocorre em um cenário de cobrança por maior presença ostensiva e suporte psicossocial na rede estadual.

A cobrança do Sintepe por providências imediatas coloca em evidência a necessidade de integrar as forças de segurança pública com as diretrizes da Secretaria de Educação.

A consolidação da escola pública como um território de paz e inclusão depende, conforme os dados apresentados pela entidade, de uma ação coordenada que ultrapasse as medidas paliativas de repressão.

Entenda o caso

O ataque ocorreu pouco antes do início das aulas, na manhã desta segunda-feira (16). Um aluno de 14 anos esfaqueou três colegas de turma; uma das vítimas, atingida nas costas, foi transferida para o Hospital da Restauração (HR), no Recife, onde permanece estável.

Em nota oficial, a governadora Raquel Lyra afirmou que a situação está sob controle e que as forças de segurança estão atuando. "Em Pernambuco, escola é lugar de paz e de construção do nosso lugar do mundo. Jamais de violência", declarou a gestora, reforçando que o monitoramento de inteligência foi intensificado.