Pernambuco reduz abandono no ensino médio, avança no fluxo escolar e acompanha tendência nacional de melhoria no fluxo de estudantes
por Cynara Maíra
Publicado em 01/07/2026, às 13h28 - Atualizado às 14h10
A rede estadual de ensino de Pernambuco alcançou os melhores índices de rendimento escolar de sua série histórica.
Segundo os dados da segunda etapa do Censo Escolar 2025, que o Inep divulgou na última sexta-feira (26), a taxa de abandono no ensino médio público recuou para 0,6%. O índice de reprovação no estado também caiu e fixou-se em 2,2%. Em 2022, esses mesmos indicadores registravam 1,6% e 5%.
Um levantamento do Núcleo de Gestão para Resultados da Seplag aponta que as melhorias no fluxo salvaram aproximadamente 14,5 mil estudantes da reprovação ou do abandono em relação a 2022. Nos anos finais do ensino fundamental, o percentual de aprovação subiu de 95% para 98,1%, impulsionando a progressão de mais de 4 mil alunos.
No ensino médio, o índice saltou de 93,8% para 97,4%, garantindo a continuidade de outros 10.440 jovens na rede pública.
O secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro, atribui os resultados à eficiência administrativa e ao planejamento da gestão.
O programa Juntos pela Educação investiu mais de R$ 5,5 bilhões ao longo de quatro anos para a expansão do suporte pedagógico e a melhoria da infraestrutura das escolas. O Governo Federal cita a adesão do programa Pé de Meia como um dos responsáveis.
Os avanços em Pernambuco acompanham a tendência de melhora em todo o país. O Ministério da Educação (MEC) aponta que, entre 2022 e 2025, a reprovação no ensino médio público nacional caiu 62%; o abandono de estudantes diminuiu 61%. A distorção idade-série, que mede o atraso escolar, recuou 28% no Brasil e saiu de 24,3% para 17,6%. Em Pernambuco, esse indicador caiu de 21,8% para 18%.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirma que a evolução nacional resulta de uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência e à aprendizagem. Programas estruturantes como o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas impulsionaram os números. O número de colégios com internet para fins pedagógicos cresceu 43,7% no país, passando de 66,8 mil unidades em 2023 para 100 mil em 2026.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, destaca que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% no território nacional, retendo quase 250 mil jovens nas salas de aula. Dados da Pnad Contínua Educação 2025, divulgados pelo IBGE, confirmam esse diagnóstico. A taxa ajustada de frequência escolar líquida entre os jovens subiu de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior valor da série histórica desde 2016. Com esse movimento, a proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio encolheu para 19,4%.