Inteligência artificial consolida presença na gestão executiva de Pernambuco

Busca por ganho de produtividade faz inteligência artificial virar exigência na alta liderança de empresas

Redação Jamildo.com

por Redação Jamildo.com

Publicado em 07/10/2026, às 15h50

Embora o acesso à inteligência artificial tenha se popularizado, diversas organizações relatam obstáculos para converter o uso da tecnologia em metas concretas. - Foto: Imagem gerada por IA/Gemini
Embora o acesso à inteligência artificial tenha se popularizado, diversas organizações relatam obstáculos para converter o uso da tecnologia em metas concretas. - Foto: Imagem gerada por IA/Gemini

A inteligência artificial deixou de integrar apenas o escopo das equipes técnicas e passou a ocupar lugar central na tomada de decisão dos quadros diretivos das empresas. Em 2026, o avanço tecnológico impõe a CEOs e diretores o desafio de transformar a automação em retorno financeiro e eficiência operacional.

Estudo recente divulgado no AI Jobs Barometer, da consultoria PwC, aponta que companhias com maior exposição à inteligência artificial registram um crescimento de produtividade 40% superior em relação às instituições menos conectadas à ferramenta.

Além disso, profissionais com qualificações específicas no setor obtêm remuneração média 62% maior em comparação a cargos correlatos que não exigem o domínio de tais habilidades. A rápida disseminação dessas ferramentas gerou também um paradoxo nas corporações.

Embora o acesso à inteligência artificial tenha se popularizado, diversas organizações relatam obstáculos para converter o uso da tecnologia em metas concretas.

Levantamento do Fórum Econômico Mundial estima que 39% das competências profissionais essenciais sofrerão modificações até 2030, impulsionando a necessidade de atualização em áreas como análise de big data, letramento tecnológico e governança de dados.

O cenário direciona os executivos para a necessidade de compreender a lógica e as implicações estratégicas da inteligência artificial, sem a obrigatoriedade de atuarem no desenvolvimento de software. A transformação do mercado reflete-se na demanda por capacitação voltada a gestores de alto escalão.

No Recife, a Audens Edu — braço de educação executiva comandado pelo headhunter Fernando Paiva e integrante do Grupo Audens — registrou a realização de 25 formações em 2026, com outros 15 cursos programados até o fim do ano.

O braço educacional atua focado no preenchimento de lacunas técnicas e estratégicas identificadas no recrutamento executivo regional. Entre os dias 28 e 29 de outubro, a instituição realiza no Recife a oitava turma de sua formação em inteligência artificial direcionada a líderes.

Nas sete edições anteriores, mais de 300 profissionais concluíram a capacitação, obtendo índice de satisfação (NPS) de 96.

Dados da instituição indicam que 70% dos participantes ocupam posições de liderança superior, sendo 36% empresários e 34% diretores.

O programa aborda temas como automação, gestão de riscos, viés algorítmico, compliance e planos de implementação de 100 dias.