Movimentação de cargas no Porto de Suape atinge 2,1 milhões de toneladas em janeiro, com protagonismo e alta expressiva em granéis líquidos e número de atracações
por Redação Jamildo.com
Publicado em 24/02/2026, às 14h59 - Atualizado às 17h23
O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou o ano de 2026 com indicadores de crescimento em patamares elevados. Em janeiro, a estatal registrou uma alta de 38,6% na movimentação geral de cargas em comparação ao mesmo período de 2025.
Ao todo, o porto movimentou 2.193.515 toneladas, consolidando a posição do atracadouro pernambucano como hub logístico estratégico no Nordeste.
O fluxo de embarcações também acompanhou a tendência de alta. Foram registradas 135 atracações no primeiro mês do ano, o que representa um aumento de 26,2% em relação a janeiro do ano anterior.
O desempenho operacional foi impulsionado, sobretudo, pelos granéis líquidos, segmento no qual Suape mantém liderança nacional entre os portos públicos.
Esta categoria cresceu 57,7%, somando 1,4 milhão de toneladas de petróleo e derivados.
No segmento de contêineres, o Tecon Suape movimentou 54.883 TEUs (unidade equivalente a 20 pés), uma alta de 4%.
O resultado dá continuidade aos números positivos de 2025, quando o setor fechou o ano com avanço de 7,54%. Além da carga conteinerizada, o porto registrou expansão em áreas de diversificação, como granéis sólidos (65,4%), incluindo trigo e coque, e carga geral solta (46%), com foco em equipamentos eólicos e bobinas de aço.
De acordo com o diretor-presidente da estatal, Armando Monteiro Bisneto, o desempenho de janeiro reflete a eficiência operacional e a confiança do mercado nas estratégias de expansão.
“Começamos 2026 com um crescimento robusto e consistente em todos os segmentos. O aumento de quase 40% na movimentação total demonstra a confiança do mercado, a eficiência das nossas operações e o acerto das estratégias voltadas à expansão e diversificação das atividades portuárias”, destacou o diretor-presidente da estatal, Armando Monteiro Bisneto.
O diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária, José Constantino, reforçou que os indicadores projetam um cenário de competitividade para o restante do ano, mantendo o porto como a principal plataforma logística da região.