Prefeitura do Recife permite uso do Cais do Imperador, que reabrirá como restaurante

Espaço histórico do Cais do Imperador no Centro do Recife abrigará restaurante. Prefeitura cita revitalização do Centro através de permissão de uso onerosa

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 14/08/2026, às 08h43 - Atualizado às 09h54

Cais do Imperador visão para o mar com cadeiras e espaços
Wagner Ramos/PCR

A Prefeitura do Recife viabilizou a reabertura do Cais do Imperador por meio de cessão à iniciativa privada. O local na Avenida Martins de Barros, no bairro de Santo Antônio,  Centro da capital. 

Fechado desde 2022, o imóvel histórico às margens do Rio Capibaribe voltará a receber o público a partir das 10h desta sexta-feira (14), agora com o funcionamento do restaurante Cais do Imperador das Garças.

Por meio de uma Permissão de Uso Onerosa, a gestão municipal concedeu a operação à empresa Churrascaria, Pizzaria, Bar e Restaurante Boi Voador Ltda., vencedora do Pregão Eletrônico nº 019/2025. O contrato firmado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (Sedul) tem prazo de cinco anos, com possibilidade de prorrogação até dez anos, e prevê o pagamento total de R$ 510 mil aos cofres públicos municipais ao longo do período, o que seria R$ 8,5 mil mensais

Com 598 m² de área total do Cais, a estrutura reúne 130 m² de ambiente interno para serviços de alimentação e 468 m² de área externa com terraço, mirante e arquibancada. Apesar de estar cedido para iniciativa privada, o acesso à área de contemplação do rio segue gratuito para a população. Em contrapartida para Prefeitura,  a permissionária assume os custos de manutenção do imóvel, contas de consumo, tributos e a conservação dos 170 m² de telhado verde.

Esse seria um dos gargalos da gestão, já que o espaço fechou durante a pandemia por readequação do modelo e estava sem manutenções importantes, o que prejudicava a preservação histórica e a segurança do espaço e seus arredores no Recife. 

A iniciativa faz parte do Programa Recentro, conjunto de ações da gestão municipal para estimular a circulação de pessoas e a ocupação econômica dos bairros centrais.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Felipe Matos, destacou o formato da cessão. "O instrumento prevê o pagamento mensal ao Município, a manutenção do espaço e o cumprimento das obrigações estabelecidas em contrato. O imóvel permanece público, e a área de contemplação continuará aberta gratuitamente à população", explicou.

O atracadouro remonta ao período holandês, em 1642, e ganhou a denominação atual após o desembarque do imperador Dom Pedro II no Recife, em 1859. Na estrutura moderna, o espaço passou por reforma em 2016 e funcionou como cafeteria e espaço ecoturístico até a interrupção das atividades no início de 2022.