Pernambuco mantém nota B+ na avaliação de "bom pagador" pelo terceiro ano seguido

Indicador de "bom pagador" da Secretaria do Tesouro Nacional avalia endividamento, liquidez e poupança corrente dos estados e municípios

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 11/06/2026, às 17h17

Da vista de baixo para cima, a imagem de um prédio
Palácio do Campo das Princesas - Reprodução

Pernambuco manteve a classificação B+ na Capag pelo terceiro ano seguido.

Avaliação é realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Estado recebeu nota A no indicador de endividamento.

Resultado influencia operações de crédito e financiamentos com garantia da União.

Pernambuco manteve, pelo terceiro ano seguido, a classificação B+ na avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag), indicador elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para medir a situação fiscal de estados e municípios. O resultado é utilizado como referência para análise de operações de crédito e para a concessão de garantias da União em financiamentos contratados pelos entes federativos.

Segundo o Governo de Pernambuco, a manutenção da nota reflete o desempenho das contas públicas estaduais e a continuidade das medidas de gestão fiscal adotadas nos últimos anos.

Ao comentar o resultado, a governadora Raquel Lyra (PSD) atribuiu o desempenho ao trabalho de reorganização das finanças estaduais iniciado em 2023.

O resultado reflete um esforço contínuo de planejamento, controle e gestão desenvolvido pelo Governo de Pernambuco. Desde 2023, nós arrumamos a casa, deixamos a conta do Estado no azul e esse desempenho alcançado é fruto da atuação coordenada das equipes responsáveis pelo acompanhamento fiscal”, afirmou.

A metodologia da Capag considera três indicadores: endividamento, poupança corrente e liquidez. A partir desses critérios, o Tesouro Nacional avalia a capacidade dos entes públicos de honrar compromissos financeiros e manter a sustentabilidade das contas.

No indicador de endividamento, que relaciona a dívida consolidada à Receita Corrente Líquida (RCL), Pernambuco recebeu nota A, a mais alta da avaliação. Em 2025, o percentual registrado foi de 41,22%, índice considerado dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Tesouro Nacional.

Já no quesito poupança corrente, que mede a capacidade de geração de recursos para custeio da máquina pública e realização de investimentos, o Estado obteve nota B. Considerando a média dos exercícios de 2023, 2024 e 2025, o percentual alcançado foi de 93,12%.

No indicador de liquidez, que avalia a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo com base na disponibilidade financeira existente, Pernambuco também recebeu nota B. O índice apurado para 2025 foi de 0,39%.

A classificação da Capag é um dos instrumentos utilizados pela União para avaliar a situação fiscal dos estados e municípios. O resultado influencia diretamente a capacidade de contratação de financiamentos com garantia federal e é acompanhado por órgãos de controle, instituições financeiras e investidores.

Com a manutenção da nota B+, Pernambuco permanece apto a buscar operações de crédito em condições consideradas compatíveis com os critérios fiscais estabelecidos pelo Tesouro Nacional.