Mais de 600 mil pernambucanos deixaram a extrema pobreza em 4 anos, diz estudo

Dados do Governo Federal mostram que Pernambuco gerou mais de 8 mil novos empregos nos primeiros 4 meses de 2026; estatística sobre extrema pobreza recuou 41%

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 03/06/2026, às 08h01

Trabalhador de indústria
Estado tem 1.522.292 empregos formais ativos - Yacy Ribeiro/Secom

Levantamento do IGPE aponta que 626.148 pernambucanos deixaram a condição de extrema pobreza entre 2022 e 2025, uma redução de 41%.

O percentual da população em extrema pobreza caiu de 16,1% para 9,4%, passando de 1,52 milhão para 895,8 mil pessoas.

Segundo o Governo de Pernambuco, o índice registrado em 2025 é o menor da série histórica iniciada em 2012.

O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.

Dados do Novo Caged mostram que Pernambuco criou 3.340 empregos formais em abril e acumula saldo positivo de 8.648 vagas em 2026.

Um realizado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE) e divulgado pelo Governo de Pernambuco na terça-feira (2) mostra que 626.148 pernambucanos deixaram a condição de extrema entre os anos de 2022 e 2025, registrando uma queda de 41% no índice. 

Em 2022, mais de um milhão e meio (1.521.944) de pernambucanos viviam na linha da extrema pobreza, equivalente a 16,1% da população do estado. No ano final do estudo, em 2025, o percentual caiu para 9,4% da população, registrando 895.796 pessoas.

O resultado representa o menor percentual atingido desde o começo da série histórica, em 2012, afirma a gestão. 

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“Quando vemos mais famílias conquistando renda, autonomia e perspectivas de futuro, temos a confirmação de que estamos construindo um estado mais justo, com desenvolvimento que alcança todas as regiões e cria condições para que os pernambucanos possam seguir em frente com mais dignidade e esperança”, afirmou a governadora Raquel Lyra (PSD).

A pesquisa foi feita com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Geração de empregos

A estatística vem uma semana após a divulgação dos dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, que registrou saldo positivo na geração de empregos em Pernambuco. Foram 3.340 novos quadros em abril, fazendo com que o estado alcançasse a marca de 1.522.292 empregos formais ativos.

Nos quatro primeiros meses de 2026, Pernambuco registrou saldo positivo de 8.648 novas vagas.

“Esses números demonstram que o Estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.