Sem orçamento, sem festa? Amupe alerta para atraso na aprovação do orçamento de 2026 pela Alepe pode colocar afetar cidades com festas de São João
por Jamildo Melo
Publicado em 17/04/2026, às 14h56 - Atualizado às 15h18
O presidente da Amupe, Pedro Freitas, alertou para os impactos do atraso na votação do orçamento estadual sobre os municípios pernambucanos.
Segundo ele, eventos como o São João podem ser prejudicados por possíveis atrasos nos repasses de recursos públicos.
Freitas destacou que as festas juninas dependem das prefeituras e enfrentam aumento expressivo nos cachês de artistas.
A entidade também quer evidenciar o impacto econômico positivo das festividades, além de discutir limites de gastos.
Paralelamente, prefeitos defendem a liberação de até 30% dos recursos da Compesa para uso livre, diante da escassez de verbas.
Em entrevista nesta quinta-feira, no Recife, para a divulgação do próximo congresso da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o presidente da entidade, Pedro Freitas, manifestou preocupação com os efeitos do atraso na votação do orçamento do Estado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), para as cidades.
"O São João está na porta, é uma festa tradicional e a Empetur e a Fundarpe são duas entidades que mais patrocinam as festas. Não existe um São João de Pernambuco, é uma festa feita pelos municípios. Como fica? Quem vai sofrer (com eventuais atrasos nos repasses) é quem está na ponta", afirmou.
O dirigente da Amupe não soube estimar o valor total que são repassados por ano para os município. Uma boa parte dos gastos, nas maiores cidades polo juninos, é feita com recursos na iniciativa privada também. "Hoje, fazer festa é um desafio. Um artista que tinha um cachê de 40 mil em 2025 pode estar cobrando R$ 80 mil. Dá 100% de aumento, em uma inflação de 5%", afirmou.
"Neste ano, queremos fazer um esforço para também mostrar o impacto na economia promovido pelo São João. A iniciativa tem como objetivo sair da pauta negativa dos cachês. No mês passado, por exemplo, os prefeitos estiveram reunidos na Amupe e aprovaram tetos para estes tipos de gastos.
Conforme reportou o site Jamildo.com, nessa quinta, os prefeitos de Pernambuco estão pleiteando junto ao governo do Estado a possibilidade de aplicação livre para até 30% dos recursos a serem repassados na partilha do leilão parcial da Compesa, a que os municípios terão direito.
"Os colegas prefeitos querem salvar uma parte (dos recursos) para projetos com livre movimentação. A sugestão que se apresentou foi liberar até 30% para livre aplicação".
"Tem sido uma demanda crescente e nós achamos que é uma pauta justa. Se vocês forem olhar, os prefeitos não tiveram emendas estaduais ainda, não tiveram emendas federais também, e até precatórios tem sido suspensos pelo TJPE", observou.