Deputadas e vereadora participaram da 2ª Marcha das Mulheres Negras em Brasília, que reuniu caravanas de todo o país e discutiu reparação e bem viver
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 26/11/2025, às 18h15
Pernambuco teve participação ativa na Marcha das Mulheres Negras em Brasília.
Rosa Amorim, Dani Portela e Jô Cavalcanti estiveram presentes nas atividades.
Mobilização abordou reparação, igualdade racial e combate à violência.
Governo federal apoiou o ato, que integrou a Semana por Reparação e Bem Viver.
Mulheres pernambucanas estiveram entre as participantes da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, realizada na terça-feira (25), em Brasília. O ato retornou à Esplanada dos Ministérios dez anos após sua primeira edição, reunindo centenas de milhares de mulheres negras de todo o país, além de representações internacionais.
O evento integrou a programação da Semana por Reparação e Bem Viver e discutiu temas como reparação histórica, enfrentamento à violência racial e de gênero, participação política e justiça ambiental.
A deputada estadual Rosa Amorim (PT) participou das atividades desde a manhã, quando acompanhou sessão solene no Congresso Nacional em homenagem à Marcha. Ao longo do dia, ela caminhou pela Esplanada ao lado de mulheres negras de todas as regiões.
“Estamos nas ruas para reforçar que somos maioria da população brasileira, mas ainda não alcançamos a equidade racial pela qual o nosso povo luta há séculos”, afirmou Rosa.
Dani Portela (PSOL) cumpriu agendas paralelas à mobilização, incluindo o encontro de parlamentares negras signatárias da Agenda Marielle Franco e debates promovidos pelo Instituto de Referência Negra Peregum sobre estratégias políticas e caminhos para reparação.

A deputada destacou a dimensão simbólica e política do ato. “Somos nós que estamos na linha de frente lutando por políticas públicas e reparação à população negra. E continuaremos até que ocupemos os lugares de poder que nos foram tomados”, declarou.
A vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) também esteve presente e registrou a participação nas redes sociais. Em publicação, afirmou que marchar com outras mulheres negras é reafirmar memória, existência e futuro.
Já a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou o papel do governo federal no apoio logístico à mobilização e a conexão entre Estado e movimento social. Segundo o Ministério da Igualdade Racial, o ato recebeu investimento de R$ 1,7 milhão para garantir estrutura, deslocamento e organização.
A Marcha reuniu mulheres de diferentes gerações, territórios e experiências, com concentração no Museu Nacional da República e caminhada conduzida por trios elétricos representando cada região do país. Atividades culturais, shows e ações de mobilização completaram a programação, que reforçou pautas ligadas ao Bem Viver e ao combate ao racismo estrutural.