Recife fica no Top 5 de piores capitais em qualidade de vida; Pernambuco é 6º pior estado, indica ranking

Ranking do instituto Imazon avaliou a qualidade de vida em 5570 municípios brasileiros em 2026. Todas as cinco piores capitais são do Norte e Nordeste

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 20/05/2026, às 10h36 - Atualizado às 11h26

Imagem Recife fica no Top 5 de piores capitais em qualidade de vida; Pernambuco é 6º pior estado, indica ranking

Nesta quarta-feira (20), o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou os resultados do levantamento em parceria com a Fundação Avina e a Amazônia 2030 sobre a qualidade de vida de 5.570 municípios brasileiros. 

O material levou em consideração 58 indicadores sociais e ambientais para ranquear as cidades do país. No resultado das capitais, Recife foi a quinta pior cidade, ganhando apenas para Salvador (BA), Maceió (AL), Macapá (AP) e Porto Velho (RO), da quarta para pior capital, respectivamente.

A capital pernambucana registrou 63,22 pontos, abaixo da nota média nacional, que se fixou em 63,40. Em 2025, o Recife deteve 63,33, demonstrando uma leve queda nos índices em comparação ao ano de 2025. A cidade ficava como a oitava pior capital no índice. O único local do Nordeste a ficar no top 10 é João Pessoa, na Paraíba. 

O resultado de Pernambuco mantém o padrão do Norte e Nordeste. Das 20 piores cidades, 19 estão no Norte e Nordeste. Das 20 melhores, 18 estão no Sul e Sudeste. 

Curitiba (PR) lidera a lista nacional das capitais com 71,29 pontos, acompanhada por Brasília (DF) com 70,73 e São Paulo (SP) com 70,64. Veja o ranking das capitais: 

  • Curitiba (PR) - 71,29 (era 69,89 em 2025)
  • Brasília (DF) - 70,73 (era 69,04 em 2025)
  • São Paulo (SP) - 70,64 (era 68,88 em 2025)
  • Campo Grande (MS) - 69,77 (era 69,63 em 2025)
  • Belo Horizonte (MG) - 69,66 (era 68,22 em 2025)
  • Goiânia (GO) - 69,47 (era 68,21 em 2025)
  • Palmas (TO) - 68,91 (era 68,18 em 2025)
  • Florianópolis (SC) - 68,73 (era 67,91 em 2025)
  • João Pessoa (PB) - 67,73 (era 67,00 em 2025)
  • Cuiabá (MT) - 67,22 (era 66,73 em 2025)
  • Rio de Janeiro (RJ) - 67,00 (era 66,13 em 2025)
  • Porto Alegre (RS) - 66,94 (era 66,10 em 2025)
  • Natal (RN) - 66,82 (era 65,63 em 2025)
  • Aracaju (SE) - 66,35 (era 65,73 em 2025)
  • Vitória (ES) - 66,02 (era 64,65 em 2025)
  • Teresina (PI) - 66,02 (era 65,76 em 2025)
  • São Luís (MA) - 65,64 (era 64,27 em 2025)
  • Fortaleza (CE) - 65,15 (era 64,44 em 2025)
  • Boa Vista (RR) - 64,49 (era 63,37 em 2025)
  • Manaus (AM) - 63,91 (era 63,19 em 2025)
  • Belém (PA) - 63,90 (era 62,33 em 2025)
  • Rio Branco (AC) - 63,44 (era 62,29 em 2025)
  • Recife (PE) - 63,22 (era 63,33 em 2025)
  • Salvador (BA) - 62,18 (era 62,05 em 2025)
  • Maceió (AL) - 61,96 (era 61,48 em 2025)
  • Macapá (AP) - 59,65 (era 58,72 em 2025)
  • Porto Velho (RO) - 58,59 (era 57,25 em 2025)

O desequilíbrio regional também se reflete na classificação geral dos estados. O Distrito Federal lidera o ranking das unidades da federação com 70,73 pontos, e São Paulo ocupa a segunda posição com 67,96.

Resultado de Pernambuco mantém estabilidade, como 6º pior entre estados

Pernambuco aparece na 16ª colocação nacional, com média de 60,58 pontos, superando no Nordeste apenas Alagoas (58,97), Bahia (58,72) e Maranhão (57,59). O índice mostra um crescimento no estado, mas local manteve a mesma posição. Último estado do Nordeste no ranking, o Maranhão só ficou atrás do Pará, que teve 55,80. Veja o ranking: 

Posição Geral Unidade da Federação Pontuação no IPS Atual Pontuação no IPS 2025 Evolução
Distrito Federal 70,73 69,04 Cresceu 1,69
São Paulo 67,96 66,45 Cresceu 1,51
11º Paraíba 62,39 61,09 Cresceu 1,30
12º Sergipe 62,10 60,60 Cresceu 1,50
13º Rio Grande do Norte 61,83 60,04 Cresceu 1,79
15º Ceará 61,22 60,03 Cresceu 1,19
16º Pernambuco 60,58 59,56 Cresceu 1,02
18º Piauí 60,48 59,17 Cresceu 1,31
21º Alagoas 58,97 57,70 Cresceu 1,27
22º Bahia 58,72 57,67 Cresceu 1,05
26º Maranhão 57,59 55,96 Cresceu 1,63
27º Pará 55,80 53,71 Cresceu 2,09

Como funciona o cálculo sobre qualidade de vida

Diferente do Produto Interno Bruto (PIB), que mede apenas a riqueza econômica gerada, o IPS avalia se os investimentos chegam diretamente ao cotidiano da população. O cálculo se divide em Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.

Em todo o país, a dimensão de Oportunidades obteve a pior média nacional, com apenas 46,82 pontos. Esse bloco analisa fatores como direitos individuais, liberdades pessoais e inclusão social.

Na avaliação geral que engloba os 5.570 municípios, a cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera o ranking nacional pelo terceiro ano consecutivo ao marcar 73,10 pontos.