A obra da Ponte Giratória virou alvo de críticas durante as eleições do Recife, sobretudo por causa dos atrasos sucessivos e o impacto no trânsito
por Jamildo Melo
Publicado em 23/12/2025, às 08h43 - Atualizado às 08h58
A obra da Ponte Giratória, iniciada em 2022 para reforço estrutural, sofreu sucessivos atrasos após a descoberta de problemas mais graves no tabuleiro interno, exigindo revisão de projetos e nova licitação.
A intervenção, que já ultrapassa R$ 14 milhões, gerou forte impacto na mobilidade do centro do Recife e irritou a população.
O cronograma, inicialmente curto, foi estendido inicialmente até 2026.
Durante as eleições, a ponte virou símbolo de lentidão administrativa e foi usada pela oposição como crítica à gestão.
A entrega final ocorre nesta terça-feira, véspera do Natal.
A Prefeitura do Recife realiza, nesta terça-feira (23), a entrega da Ponte Giratória, que liga o Bairro do Recife ao bairro de São José.
A solenidade contará com a presença do prefeito João Campos, que deve deixar a PCR até abril do ano que vem para disputar o comando do Estado.
De acordo com a PCR, a entrega marca a requalificação de um dos principais equipamentos históricos e viários do Centro do Recife.
A Ponte 12 de Setembro, mais conhecida como Ponte Giratória, é um dos principais acessos que ligam o Bairro do Recife ao bairro de São José, na área central da capital. Seu fechamento para obras começou ainda em 2022, inicialmente para manutenção e reforço estrutural, mas rapidamente se transformou num processo complexo e prolongado de recuperação.
O equipamento foi interditado parcialmente em 2022 e, depois, totalmente em 2023, após os técnicos identificarem patologias estruturais graves no tabuleiro interno da ponte, que demandaram revisão completa dos projetos e a necessidade de uma nova licitação para reforço e restauração.
A obra passou por atrasos significativos: um serviço inicialmente projetado para meses acabou extrapolando prazos, com cronogramas revisados e novas fases de intervenção previstas até março de 2026, gerando impactos diretos na mobilidade do centro urbano.
Além dos transtornos de trânsito e do aumento dos custos — que ultrapassaram R$ 14 milhões — o atraso irritou a população e se tornou alvo de críticas políticas, sendo apontado como exemplo de obras que se arrastam no Recife.
A obra da Ponte Giratória virou alvo de críticas durante as eleições municipais do Recife, sobretudo por causa dos atrasos sucessivos, do impacto no trânsito e da dificuldade de comunicação da gestão sobre prazos e custos. Conforme registrou o site Jamildo.com, a demora virou mote de campanha com o argumento de que o problema refletia “falta de gestão” — crítica típica de período eleitoral.