IFPE e Suape se juntam em enfrentamento às mudanças climáticas na Zona da Mata e na costa pernambucana

Parte do projeto conta com participação de iniciativa feminina da Universidade Rural; ação do IFPE será conduzida pelo Campus do Cabo

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 04/06/2026, às 10h57

Campus do IFPE, no Cabo de Santo Agostinho
Parceria tem prazo inicial de 24 meses - IFPE – Campus Cabo

O Complexo Industrial Portuário de Suape e o Instituto Federal de Pernambuco firmaram parceria para desenvolver soluções de enfrentamento às mudanças climáticas na Zona da Mata e no litoral pernambucano.

O projeto terá duração inicial de 24 meses e prevê a criação de tecnologias e estratégias de manejo para adaptação e mitigação dos impactos climáticos.

As ações serão implantadas em áreas de restauração florestal administradas por Suape, com instalação de nove parcelas permanentes para pesquisas ecológicas.

A iniciativa contará com participação majoritária de mulheres, incluindo estudantes do projeto Meninas nas Exatas, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

As participantes atuarão em pesquisas de campo, análises laboratoriais e estudos voltados à sustentabilidade, conservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável.

O Complexo Portuário de Suape e o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), por meio do Campus do Cabo de Santo Agostinho, firmaram parceria, na terça-feira (3), para desenvolver soluções de enfrentamento às mudanças climáticas na Zona da Mata e ambientes costeiros de Pernambuco. 

A iniciativa faz parte da Semana do Meio Ambiente Suape 2026 e é voltada à produção de conhecimento científico e ao desenvolvimento sustentável para execução do projeto.

Com duração inicial de 24 meses, as soluções a serem desenvolvidas deverão ser implantadas em áreas destinadas à restauração florestal do território administrado por Suape. A proposta recebeu o título de “Geração de dados, tecnologias e estratégias de manejo para adaptação e mitigação das mudanças climáticas na Zona da Mata e Ambientes Costeiros de Pernambuco”.

Participação feminina

De acordo com o Governo de Pernambuco, a parceria prevê a instalação de nove parcelas permanentes para estudos ecológicos de longa duração, abrangendo áreas de solo exposto, vegetação em regeneração e formações florestais nativas. 

Essa frente será desenvolvida por maioria composta por integrantes mulheres, com a intenção de estimular a formação de meninas e jovens mulheres nas áreas de ciências exatas, engenharias, tecnologias e ciências ambientais. As estudantes são do projeto Meninas nas Exatas, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

"As estratégias geradas poderão servir de referência para outras áreas industriais e portuárias do país, conciliando conservação ambiental e desenvolvimento econômico", afirmou o diretor-presidente da estatal, Armando Monteiro Bisneto.

A ideia é que todas as participantes do projeto atuem em campanhas de campo, experimentos em casas de
vegetação, análises laboratoriais e pesquisas científicas voltadas à sustentabilidade e à conservação ambiental.