Governo de Pernambuco realiza audiências públicas no Sertão e no Agreste sobre a duplicação da BR-232

Considerada a principal rota de integração entre capital e interior, a BR-232 terá como primeira etapa de obras o trecho de São Caetano até Arcoverde

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 11/03/2026, às 07h06 - Atualizado às 08h16

Rodovia BR-232
Estado espera que licitação da primeira etapa do projeto seja lançada ainda neste semestre - Divulgação / CPRH

O Governo de Pernambuco realizou audiências públicas sobre o licenciamento da duplicação da BR-232, com apresentação de estudos ambientais que analisam possíveis impactos da obra para a região (EIA/RIMA).

Os encontros ocorreram em Arcoverde e Belo Jardim, conduzidos pela Agência Estadual de Meio Ambiente e pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco.

A primeira etapa prevê a duplicação e restauração do trecho entre São Caetano e Arcoverde, com cerca de 109 km e investimento estimado em R$ 250 milhões.

O projeto faz parte de um plano maior de requalificação de aproximadamente 265 km da rodovia até Serra Talhada.

A expectativa é que a licitação seja lançada ainda no primeiro semestre de 2026, com recursos do próprio Estado e articulação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

O Governo de Pernambuco, por meio da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), realizou, na última terça-feira (10), duas audiências públicas referentes ao projeto de duplicação e restauração da BR-232, no trecho entre São Caetano e Arcoverde.  

As discussões trataram sobre o processo de licenciamento da intervenção e aconteceram nos municípios de Arcoverde, no Sertão, e Belo Jardim, no Agreste, sob a condução do órgão responsável pelas obras, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER)

Nos momentos, foram apresentados o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Os documentos detalham aspectos como impacto das intervenções, medidas de mitigação e medidas de compensação.

Em relação aos impactos ambientais, a CPRH já afirmou que adotará programas ambientais específicos, com o fim de reduzir os efeitos negativos para a população e para o meio ambiente

“O objetivo das audiências é apresentar o projeto à população e avançar na obtenção da licença ambiental necessária para o início das obras", disse a vice-governadora, Priscila Krause (PSD). 

Andamento do projeto

Esperada há mais de 20 anos pelos municípios da região, a restauração e duplicação da BR-232 prevê a requalificação de cerca de 265 km da rodovia, entre São Caetano e Serra Talhada. 

Porém, em primeiro momento, a prioridade da gestão estadual é a execução do trecho entre os municípios de São Caetano e Arcoverde, cujo investimento divulgado varia entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões. 

“Depois da duplicação até São Caetano, aquela região deu um salto econômico. Agora Arcoverde e o Sertão entram nesse novo momento de desenvolvimento, com mais mobilidade, mais investimentos e mais oportunidades", destacou o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos). 

A primeira etapa da obra contemplará 109 km de extensão, atingindo seis municípios (São Caetano, Tacaimbó, Belo Jardim, Sanharó, Pesqueira e Arcoverde), que juntos somam mais de 295 mil habitantes. 

De acordo com o Governo de Pernambuco, a expectativa é que o processo licitatório seja lançado ainda no primeiro semestre de 2026

Em informações recentes à imprensa, o Governo de Pernambuco afirmou que aportaria R$ 200 milhões e que o restante (R$ 100 milhões) viria de recursos da União, porém, nesta semana, a gestão estadual afirmou que investiria entre R$ 250 milhões e R$ 270 milhões de recursos próprios. 

O site Jamildo.com procurou a gerência de comunicação do DER-PE e, assim que respondido, atualizará a matéria com o valor correto, além da origem dos recursos. 

"A BR-232 funciona como um eixo estruturador de integração entre o Agreste e o Sertão, impulsionando cadeias produtivas e facilitando o escoamento da produção. A duplicação da rodovia retoma um processo de desenvolvimento já experimentado em Pernambuco em períodos anteriores, quando investimentos públicos em infraestrutura viária e hídrica impulsionaram ciclos de crescimento econômico”, afirmou a vice-governadora. 

As obras deverão ser viabilizadas por meio de articulação do Estado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).