Presidente do Sindicombustíveis acusa governo Lula de transformar postos em “vilões” da inflação

Presidente do Sindicombustíveis afirma que governo federal tenta responsabilizar postos pela alta dos combustíveis e critica política econômica

Alfredo Pinheiro Ramos | Publicado em 29/05/2026, às 17h39 - Atualizado às 17h40

Combustível
Confira detalhes - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Presidente do Sindicombustíveis criticou atuação econômica do governo federal

Entidade reagiu à pressão sobre preços praticados nos postos de combustíveis

Alfredo Pinheiro afirmou que valores dependem de fatores externos e tributários

Dirigente defendeu responsabilidade fiscal e segurança jurídica para empresários

Artigo escrito por Alfredo Pinheiro Ramos, presidente do Sindicombustíveis-PE, enviado ao Jamildo.com:

Estamos diante de um governo que, em vez de enfrentar os verdadeiros problemas do Brasil, prefere procurar culpados. É um governo que não controla os gastos públicos, não faz as reformas necessárias, intervém na economia, gera insegurança jurídica e, agora, tenta transformar o revendedor de combustíveis em vilão perante a sociedade.

O setor de revenda conta com mais de 45 mil postos em todo o Brasil e gera cerca de 850 mil empregos diretos. São milhares de empresários que investiram suas economias, assumiram riscos, tomaram financiamentos, cumprem exigências ambientais, trabalhistas, tributárias e regulatórias cada vez maiores para manter suas empresas funcionando.

Em vez de reconhecer a importância desse segmento para o abastecimento nacional, o governo prefere ameaçar, criminalizar e perseguir quem produz, emprega e paga impostos.

A cada semana surge uma nova pauta intervencionista, uma nova obrigação, uma nova ameaça de multa ou uma nova tentativa de transferir para o empresário a responsabilidade pelos erros da política econômica. Enquanto isso, os problemas estruturais do país continuam sem solução.

O preço dos combustíveis não é definido pelo posto. Ele é influenciado pelo petróleo, pelo dólar, pelos custos de importação, pela logística, pela distribuição, pelos biocombustíveis e pela elevada carga tributária. Mesmo assim, querem convencer a população de que o responsável por tudo é o revendedor.

O que estamos vendo é uma perigosa tentativa de criar um inimigo para a opinião pública. Ontem foram os supermercados. Hoje são os postos de combustíveis. Amanhã será qualquer outro setor produtivo.

O Brasil não precisa de perseguição a empresários. Precisa de responsabilidade fiscal, segurança jurídica, liberdade econômica e respeito a quem gera emprego e riqueza.

Não aceitaremos que milhares de empresários sérios sejam tratados como criminosos por um governo que insiste em atacar as consequências enquanto ignora as verdadeiras causas dos problemas econômicos do país.

Quando um governo passa a enxergar quem produz, investe e emprega como adversário, o problema deixa de ser do setor de combustíveis e passa a ser do futuro econômico do Brasil.