Enquanto João Campos e Raquel Lyra disputam centro, nomes como Silvio Costa Filho, Eduardo da Fonte e Marília Arraes viram peças-chave no tabuleiro
por Jamildo Melo
Publicado em 16/03/2026, às 11h56 - Atualizado às 12h46
João Campos e Raquel Lyra fazem movimentos semelhantes ao buscar aproximação com o centro político na disputa em Pernambuco.
As articulações explicam conversas de João com Eduardo da Fonte e de Raquel com Silvio Costa Filho.
O ministro foi convidado para disputar o Senado na chapa da governadora, mas diz a aliados que a prioridade é montar a chapa federal e dialogar com Lula.
Nos bastidores, avalia-se que Silvio tem margem para decidir apenas nas convenções, com alternativa de disputar vaga de deputado federal.
Já Marília Arraes enfrenta cenário mais incerto, dependendo de alianças do PDT e tendo que explicar eventual aproximação com Raquel Lyra após críticas recentes.
Os adversários João Campos e Raquel Lyra fazem movimentos semelhantes, neste momento da campanha. Ambos estão buscando se posicionar mais ao centro político.
Isto explica as negociações de João Campos com Eduardo da Fonte e de Raquel com Silvinho.
Também explica porque Marília Arraes não pode estar na mesma chapa que Humberto Costa. Seria muito progressismo, em uma sociedade polarizada.
Historicamente, é fato, governadores em Pernambuco jamais se elegeram sem se curvar ao centro. Foi assim com Arraes, com Eduardo Campos.
Neste contexto, o ministro Silvio Costa Filho recebeu o convite para disputar o senado na chapa da governadora Raquel Lyra, mas ele tem dito a aliados que não tem nada resolvido.
Nos bastidores, aos correligionários, Silvio disse que a prioridade é a montagem da chapa federal e o diálogo com o presidente Lula.
Quem acompanha o processo político pelo site Jamildo.com sabe que Silvio não precisa resolver esta questão agora, mas apenas nas convenções, quando os partidos precisam dizer onde vão estar
Ele tem a vida mais fácil do que Marília Arraes, por exemplo. Se tudo der errado, ele está formando a chapa pelo Republicanos e pode sair candidato a deputado federal.
Já Marília Arraes está esperando que o PDT monte uma chapa, em aliança com o governo Raquel. Nos bastidores, o que se diz é que pode ter legenda para o Senado, mas ficar pendurada no pincel...
Uma das perguntas que se faz é se mantém o mesmo percentual de intenções de voto, não estando na chapa do PT, mas em um palanque conservador. Além disto, vai ter que explicar as criticas que fez a Raquel Lyra, no passado recente.
Caso aceite o convite de Raquel, Silvio Costa Filho vai trocar de posição com Eduardo da Fonte, que se aproxima de João Campos...
No caso do PSB, a conta que se faz é que Dudu, mesmo com eventuais defecções, tem mais prefeitos a oferecer do que Silvinho.
Um dos critérios é a fidelidade da base, que precisa vir junto. Os socialistas lembram que Silvio obrigou aliados a ajudarem na eleição do prefeito de Camaragibe (Diogo Cabral) e ele hoje está nos braços de Raquel.
No sentido inverso, Raquel Lyra pode apostar em dois nomes ligados a Lula para busca mitigar a imagem de uma direita mais conservadora. Lula tem ampla maioria em Pernambuco.
Os adversários acompanham e apostam que ela pode perder votos na Direita com o movimento. "Com dois nomes associados a Lula, como ficam nomes como Pastor Eurico, Anderson Ferreira, Gilson Machado? Que passam a vida criticando Lula?"
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