Otávio Gaudêncio | Publicado em 18/02/2026, às 06h42
Na última terça-feira (17), a governadora Raquel Lyra (PSD) acompanhou o funcionamento da primeira Sala Lilás da Polícia Militar de Pernambuco (PM), estrutura voltada ao atendimento de ocorrências de violência contra a mulher registradas por meio do 190.
A sala funciona no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. O espaço foi inaugurado no dia 30 de janeiro pela PM, em parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
“A Sala Lilás foi criada para garantir um atendimento mais ágil, humanizado e especializado às mulheres em situação de violência. Uma agente atua exclusivamente na filtragem dessas ocorrências, mantém contato direto com a vítima e aciona rapidamente a viatura mais próxima. Com iniciativas como essa, fortalecemos a rede de proteção e damos uma resposta mais rápida a quem precisa de acolhimento e cuidado”, afirmou a governadora.
Além da nova instalação da PM, o Estado já conta com unidades do tipo nas delegacias da Polícia Civil e no Instituto de Medicina Legal (IML).
"Para romper o ciclo de violência, é essencial assegurar que a mulher se sinta protegida, orientada e amparada. O enfrentamento à violência contra as mulheres começa pelo reconhecimento da dor e pela oferta de um atendimento digno e especializado”, pontuou a secretária da Mulher de Pernambuco, Juliana Gouveia.
De acordo com a gestão estadual, o serviço atua em articulação com a rede de proteção e apoio às vítimas, promovendo o encaminhamento de casos de violência doméstica, intrafamiliar e sexual aos órgãos competentes.
Todas as 35 agentes do local são mulheres, com jornada de oito horas diárias e atribuições exclusivas ao atendimento de casos de violência doméstica.
Segundo dados da Secretaria de Defesa Social, Pernambuco registrou, em 2025, um aumento de 15,8% nos casos de feminicídio em comparação a 2024, alcançando o maior número de casos nos últimos oito anos, com 88 mulheres sendo mortas pelo fato de serem do sexo feminino.
O aumento da violência contra a mulher ocorre em contraste com o índice de homicídios gerais do Estado, que registrou o menor número da série histórica, iniciada em 2015, com 3.023 mortes violentas.
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