Cynara Maíra | Publicado em 10/09/2026, às 07h13 - Atualizado às 07h59
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) participou na manhã desta quinta-feira (10) de uma ação que investiga um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Segundo o órgão, estima-se que a atuação teria custado R$ 59 milhões aos cofres estaduais.
A operação é uma iniciativa do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-PE), estrutura que reúne a Secretaria de Defesa Social (SDS), a Sefaz-PE, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PE).
O cumprimento dos mandados tem apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel) e da Diretoria de Operações Estratégicas da Sefaz. As apurações administrativas e criminais continuam em andamento, e a Polícia Civil prevê a divulgação de novos balanços sobre as apreensões.
Os agentes cumpriram mandados judiciais no Recife, em Olinda e em Jaboatão dos Guararapes, com oito ordens de busca e apreensão domiciliar, além de determinações para sequestro de bens e bloqueio de valores bancários a partir da expedição da 3º Vara Criminal da Comarca de Jaboatão.
Além da ação policial, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE) lavrou 17 autos de infração contra seis empresas do grupo e apura ocorrências de sucessão fraudulenta para burlar o Fisco.
Com investigações a partir de junho de 2025, a Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária (Decot), sob a chefia do delegado Breno Varejão, iniciou apurações sobre a prática continuada de crimes como estelionato, falsidade ideológica, crimes tributários e ocultação de capitais.
Acredita-se que os valores sonegados circulavam através de empresas ligadas ao ramo de reciclagem de materiais. A ideia seria utilizar laranjas para movimentar os recursos e ocultar o patrimônio. O grupo abria diversas firmas que acumulavam dívidas tributárias, enquanto transferências atípicas e fracionadas blindavam os lucros dos sócios reais.