Cynara Maíra | Publicado em 15/06/2026, às 07h22 - Atualizado às 08h14
Nesta segunda-feira (15), às 17h, a governadora Raquel Lyra (PSD) inaugura o Hospital Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Hospital Central de Paulista, agora estadualizado.
Segundo o Governo, o Executivo estadual direcionou um investimento de R$ 178 milhões para a ativação do equipamento, localizado no bairro Vila Torres Galvão, às margens da rodovia PE-15. Com os planos de servir como uma retaguarda do Hospital da Restauração (HR), a estrutura soma 213 leitos.
A abertura do prédio ocorre mais de sete meses após a compra do imóvel pelo governo estadual, realizada em 8 de outubro de 2025 pelo valor inicial de R$ 170 milhões.
O complexo de saúde ofertará internamentos, cirurgias e serviços de urgência regulados, contando com um centro cirúrgico de cinco salas, UTIs, consultórios clínicos e salas especializadas para hemodinâmica vascular, cardíaca e neurológica, além de um tomógrafo de 64 canais e aparelho de ressonância magnética.
Para operacionalizar os serviços, a Secretaria de Administração (SAD) publicou um edital em janeiro de 2026 para selecionar a Organização Social (OS) gestora. O contrato tem vigência de dois anos, renovável por até dez anos, e fixa um teto de R$ 125,8 milhões para o custeio do primeiro ano de funcionamento. Quando a unidade alcançar a capacidade plena, o repasse anual programado subirá para R$ 144,5 milhões. O plano de trabalho estabelece uma abertura em fases, iniciando pela organização administrativa até atingir a totalidade da assistência médica.
A solenidade de inauguração ocorre semanas após uma ofensiva política da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). No fim de maio, os deputados estaduais do PSB Sileno Guedes, Rodrigo Farias, Diogo Moraes e Eriberto Filho realizaram uma coletiva de imprensa para criticar a gestão da saúde pública no estado.
No relatório, os parlamentares questionaram diretamente o fato de o antigo hospital particular de Paulista continuar fechado para requalificação mesmo após meses da desapropriação pelo Palácio do Campo das Princesas.
A bancada oposicionista associou a demora na abertura do Hospital Central de Paulista a um suposto déficit de 226 leitos na rede própria, criticando o fechamento do Hospital de Retaguarda do Bongi e mudanças no atendimento materno no Agreste. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) rebateu as críticas na ocasião, informando que a atual gestão abriu 670 novos leitos definitivos na rede e expandiu o orçamento executado do setor, que saltou de R$ 8,67 bilhões em 2022 para R$ 11,42 bilhões no balanço consolidado de 2025.
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