Ao lado de Dilma, Lula anuncia rede de hospitais inteligentes do SUS

Plantão Jamildo.com | Publicado em 07/01/2026, às 16h11

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Primeiro evento público do ano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou o anúncio da criação de uma rede nacional de hospitais com serviços inteligentes no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira (7) em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics.

Durante o evento, foi formalizada a aprovação de financiamento de R$ 1,7 bilhão pelo NDB para a implantação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que funcionará no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

O projeto é idealizado pela médica intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar e terá foco no uso de inteligência artificial aplicada à medicina de alta precisão, com prioridade para atendimentos de urgência e emergência.

Lula, ao discursar, fez referência à queda sofrida em outubro de 2024 e à dificuldade de transferência médica à época. “No aeroporto, a equipe médica tinha quatro pessoas, tinha dois médicos chorando achando que eu podia ter entrado em coma no avião. Com esse anúncio, espero que a gente coloque uma coisa inteligente aqui em Brasília”, disse, em tom de descontração.

Estrutura e financiamento do instituto

Com inauguração prevista para 2029, o ITMI terá 800 leitos, sendo 250 destinados à emergência, 350 a unidades de terapia intensiva e 200 à enfermaria. A estrutura também contará com 25 salas cirúrgicas, com capacidade para a realização de cerca de 27 mil cirurgias por ano, além do atendimento anual estimado de 190 mil pacientes internados. As áreas de atuação incluem medicina de emergência, terapia intensiva, neurologia e assistência especializada.

O financiamento foi viabilizado após articulação do Ministério da Saúde junto ao NDB e aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento. O processo foi concluído em cerca de seis meses, prazo inferior à média habitual para esse tipo de operação.

Ao discursar, Dilma Rousseff afirmou que o projeto insere o Brasil nas transformações tecnológicas globais da área da saúde. “Desenvolvimento, hoje, significa necessariamente acesso à tecnologia. É combinar a vida e a inteligência como forças que mudarão a estrutura tecnológica do mundo. É mais do que um hospital, é acessar o que há de mais moderno em tecnologia”, declarou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a iniciativa representa a entrada definitiva do SUS na fronteira tecnológica. “É o SUS entrar de vez na nova fronteira tecnológica que está acontecendo no mundo. A gente vai fazer com que chegue primeiro no SUS, liderar essa incorporação tecnológica aqui no Brasil”, disse. Segundo ele, os hospitais inteligentes utilizarão conectividade, integração de equipamentos e inteligência artificial para viabilizar monitoramento remoto, atendimentos à distância e aceleração de diagnósticos.

Lula Dilma Rousseff

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