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Vitória de Lula pode colocar João Campos na Esplanada dos Ministérios; especula-se mesma pasta de Eduardo Campos

Cynara Maíra | Publicado em 26/10/2026, às 07h54 - Atualizado às 09h46

- Ricardo Stuckert
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A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia o momento de organização sobre o governo Lula quatro e quem será contemplado com os melhores cargos após seus serviços na eleição. A presença de uma bancada mais conservadora na Câmara dos Deputados e Senado Federal e os apoios de nomes da direita à reeleição do petista podem impactar o cenário. 

Para além de como Lula poderá abarcar a coalizão em defesa de seu nome, o presidente precisará contemplar nomes que estiveram ao seu lado desde o primeiro turno. 

Dentre os cotados para assumir um posto na nova gestão petista está o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que perdeu a eleição para governador de Pernambuco, contra a já governadora Raquel Lyra (PSD), ainda no primeiro turno.

Presidente nacional do PSB, a derrota de João Campos e sua presença na campanha de Lula desde o início abrem espaço para o político entrar como um dos novos ministros do presidente. 

A pasta mais citada seria a da Ciência e Tecnologia, que já esteve nas mãos de Eduardo Campos, pai de João e ex-governador de Pernambuco. Uma mudança retiraria uma aliada do socialista da gestão, a ministra Luciana Santos (PCdoB). 

Criador de programas no Recife como o Embarque Digital, ampliador das ações da Empresa Municipal de Informática (Emprel) no município com o fortalecimento do já existente aplicativo Conecta Recife, João Campos tem conexão com a pasta para além do vínculo familiar.

Irmão de João, o deputado federal Pedro Campos (PSB) teve importância nas críticas a Nikolas Ferreira (PL) após o vídeo sobre o Nordeste, o material feito por Pedro divulgou que algumas das pessoas que apareciam nas redes de Nikolas em situação mais humilde tinham posses de alto valor.

Uma das principais vantagens dos Campos é a habilidade de dialogar com redes sociais, ponto decisivo para vitória no segundo turno e alvo altas críticas durante o terceiro mandato de Lula. Apesar de mudanças na comunicação ao longo de 2025, especialistas ainda consideram que o diálogo do governo não chegava no povo, tanto pelo formato da mensagem quanto pelo que apresentava, 

No vídeo de Jamildo Melo sobre problemas que poderiam causar a derrota de Lula, o jornalista cita a falta de um reconhecimento dos problemas enfrentados pela população ao longo da campanha. 

Distanciamento no segundo turno e papel de Humberto Costa

Apesar do favoritismo para integrar o primeiro escalão em Brasília, João Campos enfrentou desgaste político após o resultado do primeiro turno estadual. 

A própria coordenação nacional da campanha de Lula recomendou que o socialista mantivesse distância do palanque pernambucano na reta final. A medida teve o objetivo de não afastar os eleitores de Raquel Lyra, que declarou neutralidade na disputa presidencial.

Com o recuo de João, o senador Humberto Costa (PT) assumiu o comando da mobilização petista no estado e articulou o apoio de prefeitos do interior, muitos apoiadores de Raquel. Na visita de Lula a Petrolina, no Sertão, quem subiu ao palco ao lado do presidente foi a senadora Marília Arraes; João permaneceu nos bastidores.

A tendência é que o político retome a presença ao lado do presidente ao fim da eleição, já que não precisará focar em captar o eleitorado raquelista.

João Campos pode usar cargo para decidir se foca nas pretensões em Pernambuco ou no Nacional

Uma possível entrada no Ministério da Ciência e Tecnologia poderia ser uma forma de manter a visibilidade nacional e permitir que João continue a visitar Pernambuco.

Com o fim do segundo turno em um dia, ainda não se sabe se a pretensão do socialista será disputar o Governo de Pernambuco contra o sucessor escolhido por Raquel ou se tentará ser o nome de Lula na disputa presidencial. 

Alguns nomes defendem que o socialista mantenha a conexão com Pernambuco e dispute o Governo de Pernambuco em 2030, aproveitando que a disputa será entre dois políticos sem o cargo. 

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