Plantão Jamildo.com | Publicado em 29/04/2026, às 17h59
A governadora Raquel Lyra (PSD) respondeu, nesta quarta-feira (29), a críticas da oposição sobre possíveis impactos tarifários após a concessão parcial dos serviços de água e esgotamento sanitário no Estado. A manifestação ocorreu durante a cerimônia de assinatura do contrato, realizada no Palácio do Campo das Princesas.
Ao responder os adversários, a gestora afirmou que o reajuste previsto já está definido e buscou afastar a possibilidade de aumentos inesperados. Segundo ela, o processo foi estruturado com base em parâmetros conhecidos e dentro de planejamento prévio. “Sabemos de maneira muito clara qual será o reajuste tarifário que acontecerá em novembro deste ano. Não haverá sobressaltos, aprendemos com os erros dos outros para errar menos”, declarou.
Na mesma fala, a governadora também criticou o que classificou como tentativas de desinformação em torno do modelo adotado. Sem citar nomes, ela afirmou que o debate público não deve comprometer a implementação da política. “Não venham querer desestabilizar algo feito de maneira sólida, transparente e construída de maneira coletiva”, acrescentou.
Essa é a segunda vez que a governadora responde a oposição. Durante agenda em Palmares, na Mata Sul, na última sexta-feira (17), a gestora afirmou que a parceria com a iniciativa privada é necessária para viabilizar investimentos estimados em mais de R$ 30 bilhões na área de abastecimento de água e saneamento. Segundo ela, o modelo busca acelerar obras e ampliar a cobertura dos serviços nos municípios pernambucanos.
Raquel destacou que a estrutura da Compesa será mantida sob controle público e que o formato proposto prevê divisão de responsabilidades. “A Compesa permanece pública. Esse sempre foi o meu compromisso. A gente vai entregar água e produzir para o privado, que vai assumir a distribuição com dinheiro dele e fazendo obras mais rápido que nós faríamos”, afirmou.
João Campos tem defendido a revisão do projeto caso seja eleito governador. Ele aponta inconsistências em dados utilizados no processo, especialmente em municípios que, segundo ele, aparecem como atendidos por serviços de saneamento quando não possuem cobertura efetiva. O prefeito também afirma que essas distorções podem impactar o valor das tarifas a serem cobradas.
Ao rebater as críticas, a governadora afirmou que o contrato foi elaborado com base em experiências nacionais de concessões no setor e que o Estado está reforçando a atuação da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) para acompanhar a execução.
“Temos parceiros decentes. A concessão foi vencida por grandes empresas, com fundos de investimento nacional e internacional. Empresas inclusive que já tinham contrato em Pernambuco firmado ainda no governo Eduardo Campos, como a BRK. Aqui não se paga pedágio. O que queremos é serviço de qualidade e, quanto mais rápido forem feitos os investimentos, melhor”, concluiu.