Otávio Gaudêncio | Publicado em 05/10/2026, às 08h37
A governadora Raquel Lyra (PSD), reeleita no último domingo (4), afirmou que seguirá em posição neutra sobre o segundo turno na disputa presencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). A gestora comunicou o posicionamento à imprensa durante a celebração de vitória.
"Eu sempre disse que ser pernambuquista era colocar Pernambuco em primeiro lugar, independentemente de qualquer circunstância. Foi isso que a gente fez ao longo deste primeiro mandato, que nós temos a oportunidade e a honra de poder exercer em Pernambuco. Manterei minha coerência", declarou a presidente estadual do PSD.
Raquel Lyra também repetiu essa estratégia ao longo da campanha para a disputa do primeiro turno. As pesquisas eleitorais mostravam a governadora agregando intenções de voto do eleitorado lulista e bolsonarista, mesma composição que também se fez presente em alianças políticas, a exemplo de apoios de figuras como Gilson Machado Neto (Podemos) e Túlio Gadêlha (PSD).
Além disso, as duas outras principais candidaturas de oposição à atual, João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL), apostavam diretamente na conexão com o presidente Lula para a eleição. O líder do PSB até participou de carreata no Recife com o petista.
Mesmo sem declaração de apoio ao PL ou ao PT, Raquel ainda agradeceu à parceria com o Governo Federal nos últimos quatro anos. "Isso não tira minha gratidão ao presidente Lula, que nos ajudou a chegar até aqui, que abriu as portas do governo e dos seus ministros para que a gente pudesse fazer as entregas que a gente entregou a Pernambuco", pontuou a governadora.
A legenda de Raquel, o PSD, ainda emitiu comunicado, por meio da direção nacional de Gilberto Kassab, de que não adotará lado entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa do segundo turno. A escolha é a mesma do primeiro turno, em que a legenda deu liberdade às direções estaduais e aos quadros políticos.
Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro serão reavaliados pelos eleitores brasileiros no dia 25 de outubro de 2026. O senador chega à disputa contra o petista em vantagem, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%.
Raquel Lyra foi reeleita com cerca de 440 mil votos a mais do que João Campos, vantagem que garantiu à gestora a porcentagem de 53,27% dos votos válidos, enquanto o socialista conseguiu 44,82%.
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