Cynara Maíra | Publicado em 29/04/2026, às 08h05 - Atualizado às 08h40
A Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) do Governo de Pernambuco publicou na manhã desta quarta-feira (29) o chamamento público para iniciar a licitação para obras de urbanização e paisagismo no antigo prédio do Colégio Americano Batista, adquirido pelo estado em 2023.
Segundo o chamamento, a ideia é instalar a Escola Técnica de Saúde e Inovação e Ginásio Multiesportivo. O Jamildo.com procurou na base de dados do Diário Oficial do Estado para checar se já houvera outra licitação sobre o prédio, esse é o primeiro desde o anúncio da desapropriação do local que consta na pesquisa avançada com o termo "Americano Batista".
O edital de licitação estará disponível na quinta-feira (30), através do sistema do Portal de Compras Públicas. A abertura das inscrições começará em 25 de maio.
A abertura de licitação ocorre três anos após o anúncio de que o estado ficaria com o espaço. A demora para execução de atividades no local levaram a diversas críticas de membros da oposição. A gestão pagou R$ 80 milhões para captar a área no bairro da Boa Vista, Centro do Recife.
Em setembro de 2025, os deputados estaduais do PSB Sileno Guedes e Rodrigo Farias criticaram a demora para início de obras ou publicações de projetos de uso do antigo prédio. Sileno chegou a dizer que o Governo "está mais para uma imobiliária do que para um Poder Executivo", por acumular imóveis não utilizados.
O antigo prédio do Americano Batista chegou a ser ocupado pelo Movimento de Luta por Teto, Terra e Trabalho (MLTT) em agosto de 2025. O espaço foi liberado após conciliação entre o estado e os ocupantes com articulação da Defensoria Pública de Pernambuco, um mês depois do início da ocupação.
No auge da polêmica, a CEHAB reafirmou ao Jamildo.com a utilização do local para área educacional.
Em 3 de fevereiro de 2023, Raquel publicou a desapropriação do antigo prédio do Americano Batista. A governadora sinalizou que o espaço continuaria a funcionar como um complexo educacional. A decisão do Governo ocorreu pouco antes do prédio ser leiloado após anos parado. Segundo a governadora na época, a ideia era manter a função social educacional do espaço, em vez de transformá-lo em uma área comercial.
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