Feirão no Recife oferece 5 mil imóveis populares e CEHAB projeta 30 mil financiamentos em 2026

Programa Morar Bem, do governo do Estado, mira 30 mil imóveis financiados em 2026 e oferta 5 mil unidades no Recife e RMR, em feirão até domingo

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 24/04/2026, às 10h15 - Atualizado às 11h15

Paulo Lira, diretor presidente da Cehab
Paulo Lira cuida do programa de moradia popular do governo do Estado - Jamildo.com

A CEHAB quer fechar o ano com 30 mil imóveis financiados em Pernambuco, segundo Paulo Lira.

O feirão do Morar Bem, no Shopping Recife, oferta 5 mil unidades para famílias de até dois salários mínimos.

São 1.800 imóveis no Recife e outros 3.200 na Região Metropolitana.

O programa já financiou 22 mil unidades e busca ampliar o acesso à casa própria.

Os subsídios de até R$ 75 mil e parcelas a partir de R$ 464 ajudam a substituir o aluguel.

O diretor presidente da Cehab, Paulo Lira, disse ao site Jamildo.com, na abertura do feirão de imóveis do programa Morar Bem, no Shopping Recife, que a meta da entidade é chegar até o final do ano com 30 mil unidades financiadas, em todo o Estado.

O evento aberto ontem vai até domingo e coloca em oferta 5 mil unidades de habitação popular, na faixa de dois salários mínimos de renda.

No total, são 1800 de empreendimentos habitacionais no Recife e outros 3200 de outros municípios da Região Metropolitana do Recife, como Cabo, Jaboatão, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Olinda, Paulista, Igarassu, Abreu e Lima e Goiana.

"Só entra na feira imóveis que possam ser enquadrados no programa Morar Bem. A ideia é impulsionar este mercado, que tinha escassez de oferta no Recife e RMR. Nós resgatamos as feiras e vemos a entrada de construtoras que não operavam com este público e agora sim", disse Paulo Lira.

"Já atingimos 22 mil imóveis financiados em todo o Estado, sendo 12 mil na RMR. A meta do ano é financiar mais 10 mil unidades, chegando a 30 mil até o fim do ano", explicou.

O incentivo para estimular a venda de imóveis nesta faixa inicial de imóveis foi a criação de um subsídio, chamada Entrada Garantida, no valor de R$ 20 mil por família, que financia o cliente e reduz a inadimplência das empresas. Com a garantia, as construtoras não tiveram mais que financiar o cliente, correndo risco de crédito. "A conta fechou e com a ajuda do Minha Casa Minha Vida os subsídios podem chegar a R$ 75 mil em um imóvel no programa", disse.

Paulo Lira conta que o programa tem sido um sucesso porque ajuda as pessoas a trocarem o aluguel por uma mensalidade, para ser dono.

"Com os subsídios ofertados, existem parcelas a partir de R$ 464, que é o valor que o público nesta faixa gasta de aluguel por mês", explicou.

O público a que se destina o programa pode ter renda de até R$ 2800, para entrar na faixa de juros reduzidos.