Quaest mostrou brecha para PT explorar 'Bolsomaster' contra Flávio

Jamildo Melo | Publicado em 14/05/2026, às 10h11 - Atualizado às 10h45

Quaest mostrou Lula reagindo, enquanto o Caso Master começa a virar munição política contra Flávio Bolsonaro e aliados - Marcelo Camargo/Agência Brasil- Jefferson Rudy/Agência Senado
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A mais recente pesquisa da Quaest, além de indicar que o pacote de bondades de Lula está funcionando e começou a reverter a queda de popularidade, também mostrou que o Caso Master pode ajudar o governo Lula a sair dar cordas, e bater de volta.

No plano político, antes mesmo da revelação do áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para um filme com o pai, a pesquisa deu pistas de que o governo Lula poderia se beneficiar do escândalo do Master.

Embora para 46% dos entrevistados, o caso Master afete negativamente todos os poderes, 54% não sabiam das investigações sobre o caso que envolvem o senador Ciro Nogueira, do Progressistas, com o banqueiro. Na semana passada.

O PT, que chama o caso de "Bolsomaster" deve continuar a explorar o fato do senador ter sido ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e cotado para vice de Flávio, pelo próprio candidato.

Se até Caiado e Zema tiraram uma casquinha de Flávio Bolsonaro, diante das revelações desta quinta, que dirá o PT e Lula, interessados em sangrar ou mesmo tirar o adversário do caminho.

Na imprensa nacional, o que se diz hoje é que, entre petistas influentes, a orientação é subir o tom e gravar vídeos e fazer publicações duras contra Flávio, sobretudo após o senador e aliados tentarem colar o caso Master ao PT.

Até então, segundo a pesquisa, 9% disse acreditar que o governo anterior de Bolsonaro seria mais afetado pelo rumoroso caso. 46%, a maioria absoluta, cita todos eles, juntando governo Lula, STF e Bolsonaro, BC e Congresso.

Na pesquisa da Quaest, pela primeira vez, desde fevereiro, ele aparece numericamente na frente de Flávio Bolsonaro, que vinha crescendo mas estacionou.

O governo ainda não começou a colher os efeitos do programa de refinanciamento do endividamento dos consumidores.

Na véspera, o governo Lula mandou suspender a polêmica taxa das blusinhas. É mais um alívio ao consumidor, mas, na prática, politicamente, o fim do imposto ataca um tema que virou símbolo de desgaste popular do governo Lula, especialmente entre classe média, jovens e consumidores de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Pesquisas anteriores mostravam que a taxa era considerada um dos maiores erros do governo por grande parte da população, conforme já mostrou o site Jamildo.com.

Nesta pesquisa, a melhora no desempenho do governo Lula foi registrada principalmente entre eleitores de 35 a 59 anos, faixa em que a aprovação passou de 41% para 47%, enquanto a desaprovação caiu de 54% para 48%.

Entre as mulheres, a aprovação subiu de 45% para 48% e voltou a superar a desaprovação, que ficou em 44%.

Já no grupo dos eleitores independentes, a aprovação avançou de 32% para 37%, ao mesmo tempo em que a desaprovação recuou de 58% para 52%.

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